terça-feira, 10 de outubro de 2023

 A Poesia é nosso Ato de Sonhar! *WRA/Maio-2023.

A Poesia - momento de estilo Parnasiano - parte das Ideias e Palavras. Denominação e/ou designações de objetivos, ou coisas - transporta Poetas - em Sentimentos e Emoções, sua Obra! Bradar de sua auto - relação!

        A Arte - é uma intensificação das realidades e, pode ser descrita, a partir de Processos contínuos do que existe, do vasto clarão! Vivifica. Refrigera nosso Chão! 

        O Artista - cria forma destas realidades (a de que somos um pouco mais que Instintos...), nos vemos banhados de capacidades intuitivas - Agentes, e não o mero Instinto. O Artista produz objetos - descobertas de outros fatos e feitos no seio do Meio que vivemos. Construções e reconstruções. Em cada Ato verbal; e, em toda criação Artística encontramos estruturas - lastros para serem definidos ao longo das múltiplas finalidades dos Objetos e Elementos (...) (nossas reflexões *WRA/Set/23)

A inesgotável disponibilidade do Poeta - Escritor/ criador Artístico; numa generosidade em autenticidade - nos comportamos como um irresponsável - benevolência com o caos - a subversão para com o mundo em nossa volta - ou com a irracionalidade; quer no plano existencial ou no da invenção - nem por isso deixamos de observar irrestrita fidelidade do que nos deve regrar: a ordem, a verdade e a glória - este apelo eloquente, constante no mundo, nosso mundo!  Alvoraçar nossa Alma. Vivemos para a busca da permanência da Beleza - emblema Ideal, fecundo, perfeito - jeito guerreiro; nossa tribulação para expressar nossos feitos.

O Ato do Poeta. O Poeta ao mirar nas raízes culturais e dela retirar a sua seiva, até o limite da fruição (o correr das Torrentes do Ser...). Deixa se embeber de todo ardente licor imediato ao seu Ser - o esplendor do intuitivo; à condição de dilacerado, de necessidades que desempenha em transportarmos para a órbita acanhada do cotidiano de todos Nós.  Nos fazemos vigorar no trajeto imenso e dissonante das leis; e harmonia, e do eterno - o código vulgar das sanções e conveniências prevalecentes neste ou naquele Meio - o Poeta emana do Conhecimento de uma ordem augusta, esta responsável pela arquitetura e integridade do Cosmo: a Beleza! Nossa busca pelo genuíno (o de autêntico e puro...). Nós, os Poetas - estamos condenados a cristalizar-nos numa individualidade moral (o bom para nós e para o próximo...), enquanto nos atomizamos na descontinuidade - nos recompomos a todo instante, num contínuo indestrutível. Ordem para Nós - é o proclamar a Natureza, o enaltecer o fluir da existência, deste modo, utilizará da Poesia para efetuarmos o trânsito entre os dois planos, e integrarmos a aventura dos Seres na perspectiva do Todo!

O Ser Poeta - em seu aparente, provem disso: enquanto a dos que se consolam no efêmero, reclusos numa atualidade espessa ao fluxo do Perene. O Poeta se atenta em tecer nexos entre as múltiplas Dimensões do Tempo e do Espaço; ao observar na fugacidade (o passageiro...), sintoma do Eterno - a transição para o Movimento - nas emissões do silêncio do Espírito - a intra - estrutura da música no interior e no exterior dos feitos; na imanência (o inseparável dele...) - o Signo da transcendência. 

        O Poeta - faz-se repositório de Memórias das Eras, e repõe o Presente no Leito da História ao assimilar da Tradição o teor de Realizações e Feitos ao decantar no que é depositado em cada Ciclo desta História. O Poeta - o facilitador de transpor Horizontes - a partir de Culturas reinantes à sua volta, Ele afina-se com as invenções, os modismos e hábitos temporais (o sensível, as constantes alterações de faces ao seu redor). Participa da Construção dos sentidos de Gerações!

(Reflexão, pesquisa e organização de Textos de: *Wilson Rodrigues de Andrade/ Escrito-Poeta/ Produtor Editorial e Cultural/Jornalista /Produtor Cultural - Maio de 2023)



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