sábado, 30 de junho de 2018


De Mont' Serrat a Levy... Rincão dos Pioneiros e nossa Memória...


          A Cidade fluminense de Levy Gasparian, completa hoje, 30- Jun. – 2018, 27 anos de sua criação como Município, e 157 anos de fundação. A outrora, SERRARIA, topônimo histórico perdido no início dos anos 1960, nasceu em torno de uma rodoviária, a 7º, das 12 Estações de mudas da Estrada rodoviária União e Indústria, inaugurada em 1861. Se o Município tem a denominação de “Comendador Levy Gasparian”, para lustrar vaidades pessoais, sua fundação se deve a HILÁRIO JOAQUIM DE ANDRADE, o BARÃO DO PIABANHA, proprietário da Fazenda de Serraria, e que até um de seus Palacetes - legou gratuitamente para a criação de uma Escola pública, (uma das mais antigas do Estado do Rio de Janeiro em funcionamento ininterrupto desde 1873) A memória de seu fundador não tem uma praça a levar seu nome, nem mesmo seu Palacete, atual Colégio Coronel Antônio Penha. Como diz o historiador Diogo de Vasconcelos: terra sem memória, rincão de aventureiros.


 Hilário Joaquim de Andrade, 1º Barão de Piabanha.

*Barões de Piabanha

A Região de Serraria/ do atual, Município de *Comendador Levy Gasparian, foi desbravada nos últimos anos do Século XVII, e os primeiros do Século XVIII, pelo bandeirante paulista Garcia Rodrigues Paes - quando este comandou a abertura do Caminho Novo, entre o Rio de Janeiro e as Minas Gerais. Em recompensa pelos serviços prestados nesta empreitada, Garcia Rodrigues Paes recebeu larga extensão de terras entre os rios Paraíba do Sul e Paraibuna, onde fundou, dentre outras, uma fazenda com o nome de Paraibuna.
Em 1805, o Capitão Cristóvão Rodrigues de Andrade adquiriu as terras da Fazenda do Paraibuna de descendentes de Garcia Rodrigues Paes, iniciando o plantio de grandes roças de cana-de-açúcar e construindo o primeiro engenho da Região.
Mais tarde, foi aberta a Fazenda de Serraria, que pertenceu a Hilário Joaquim de Andrade, Barão do Piabanha. Apesar de ter sido criada em parte desmembrada da Fazenda de Paraibuna, a Fazenda Serraria destacava-se pela sua grande extensão e grande quantidade de pés de café nela plantados.
Em 1861, Hilário Joaquim de Andrade doou toda a extensão de terras necessárias à passagem da Estrada de rodagem União e Indústria pelas suas terras, bem como a área necessária para a construção da Estação de Mudas de Serraria, que deu origem ao atual centro da Cidade de Comendador Levy Gasparian. (Texto/pesquisa de Wilson Rodrigues de Andrade/Folha Cultural/FC)

sábado, 23 de junho de 2018


Entrevista - Niéde Guidon: A arqueologia do descaso


Jornal do Brasil CELINA CÔRTES, celina.cortes@jb.com.br

         Niéde Guidon é formada em História Natural na USP, com doutorado em Arqueologia pela Sorbonne Niéde Guidon é uma lenda viva. Graças à sua obstinação e perseverança, foi criado em 1979 o Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, maior concentração de vestígios ancestrais do mundo, alçado a Patrimônio da Humanidade em 1991. Aos 85 anos, afetada por uma Chikungunya que a forçou a usar uma bengala, essa paulistana, filha de pai francês e mãe brasileira, formada em História Natural na USP, com doutorado em Arqueologia pela Sorbonne — quando se exilou na França para fugir da ditadura militar —, veio ao Rio esta semana receber uma homenagem no Museu do Amanhã.
O JB convidou outra lenda vida da paleontologia nacional, o diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner, 55 anos, para entrevistá-la. Maior arqueóloga do país — e uma das maiores do mundo —, Niéde revela que foi inaugurado em 2015 um aeroporto em São Raimundo Nonato (PI) para atender a demanda a esse tipo de turismo, com potencial para atrair, por ano, cinco milhões de pessoas. Faltaram, porém, cem metros de pista para receber os grandes aviões e um posto de combustível que permitir seu retorno — e o aeroporto está com os voos suspensos desde o ano passado. Kellner tenta estimulá-la a prosseguir sua batalha, sobretudo burocrática, para enfrentar os graves problemas criados pela falta de recursos, e ela responde desanimada: “Isso é para você, que ainda é jovem. Já lutei muito, não tenho mais tempo para esperar”.
O programa Memória Mundo da #UNESCO – tem por objetivo aumentar a conscientização sobre as condições de preservação e acesso ao Patrimônio Documental em várias partes do mundo.
Atualmente, o Brasil conta com 9 acervos documentais inscritos e reconhecidos internacionalmente. Entre eles estão o arquivo pessoal da psiquiatra Nise da Silveira que deu origem ao Museu de Imagens do Inconsciente. Nise introduziu a terapia ocupacional e as atividades de expressão artística no tratamento de distúrbios psiquiátricos.
Quer saber quais são os outros acervos brasileiros reconhecidos internacionalmente pelo Memória do Mundo? Acesse: http://bit.ly/2ydvyNo ( No Blog/COMPAZ) Veja vídeo sobre o Museu de Imagens do Inconsciente em: bit.ly/mow_nisedasilveira


quinta-feira, 21 de junho de 2018

O programa Memória Mundo da #UNESCO, tem por objetivo aumentar a conscientização sobre as condições de preservação e acesso ao patrimônio documental em várias partes do mundo.
          Atualmente, o Brasil conta com 9 acervos documentais inscritos e reconhecidos internacionalmente. Entre eles estão o arquivo pessoal da psiquiatra Nise da Silveira que deu origem ao Museu de Imagens do Inconsciente. Nise introduziu a terapia ocupacional e as atividades de expressão artística no tratamento de distúrbios psiquiátricos.
Quer saber quais são os outros acervos brasileiros reconhecidos internacionalmente pelo Memória do Mundo? Acesse: http://bit.ly/2ydvyNo
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Veja vídeo sobre o Museu de Imagens do Inconsciente em: bit.ly/mow_nisedasilveira

17 de Junho - Dia Mundial de Luta contra a desertificação
               O tema deste ano para a celebração do dia é “A terra tem um valor real. Invista nele.” Até 2030 estima-se que 130 milhões de pessoas migrem devido à deterioração da terra onde vivem.
“A forma como nós consumimos tem um impacto direto sobre a condição da terra e, por isso, uma das chaves para responder à ameaça da desertificação está em nossas mãos”, alerta a diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, em sua mensagem para a data.
Confira a mensagem na intergra: http://bit.ly/2t9ZJ2d/


Hoje, 29 de Maio de 2018, as Nações Unidas celebram o 70º aniversário das Forças de Paz da #ONU, um instrumento único e dinâmico para ajudar países atingidos pela guerra na transição para uma #paz duradoura. Mais de 100 mil militares, civis e policiais de 125 Países atuam hoje em 14 Operações de manutenção da Paz.


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21 de Junho - Dia de Luta por uma Educação não Sexista e não Discriminatória.


         Esta data instituída no ano de 1991, pela Rede de Educação Popular entre Mulheres da América Latina e do Caribe (Repem). Criada em 1982, a Rede conta com 172 organizações filiadas, de 19 países latino-americanos, que realizam atividades na perspectiva de justiça nas relações de gênero e de empoderamento das mulheres. A coordenação executiva tem sede em Montevidéu, no Uruguai. No Brasil, seu trabalho nasce vinculado ao da Rede Mulher de Educação (RME), ONG feminista fundada em 1981, pela educadora e socióloga Moema Viezzer. A construção da igualdade entre meninas e meninos se faz por meio de uma educação não sexista, inclusiva e sem discriminação, envolvendo a comunidade escolar e a sociedade. Construindo a igualdade. Esse trabalho, desenvolvido nas escolas contribui para o enfrentamento de toda forma de preconceito, quer seja de gênero, raça, orientação sexual e contra pessoas com deficiência e se constitui como importante estratégia para o fortalecimento da luta da sociedade, por uma educação de qualidade, democrática, não sexista e inclusiva.


Você já parou para pensar no quanto a educação, formal e/ou informal, que nós recebemos todos os dias muitas vezes reforçam valores e estereótipos discriminatórios?
      Entre eles, os papéis de gênero, isto é, os valores e definições que são atribuídas às mulheres e aos homens, foram construídos historicamente, ao longo de séculos de opressão, em nossa sociedade ocidental.

     Em geral tais valores e definições são apenas afirmações que, ao serem repetidas inúmeras vezes, passam a ser reconhecidas como verdade. Muitas vezes essas afirmações (tá repetido) parecem inofensivas, por exemplo, quando dizem que meninas gostam de rosa e meninos de azul. A preferência por uma cor não é - ou não deveria ser - algo que tem um valor social ou que define alguém. Quando essa generalização se transforma em uma norma que deve ser respeitada, qualquer comportamento difere de tais valores passa a ser excluído e/ou condenado. Os papéis de gênero moldam a vida de mulheres e homens na medida em que ditam o que e quem devem ser, como devem se comportar, que valores e ações devem reproduzir. Quando prestamos atenção em alguns valores e práticas que repetimos muitas vezes sem pensar, percebemos a gravidade e o impacto de tais valores em nossas vidas.

     A Educação - familiar e/ou escolar - é uma prática que contribui para a construção e repetição de valores sexistas. Ao educar mulheres e homens de forma diferenciada acabamos por limitar as oportunidades de cada uma (um) e contribuir para a desigualdade social entre os sexos. Mas a educação também pode - e deve - ser um caminho para lutarmos contra qualquer tipo de opressão, como o machismo, a misoginia (o ódio às mulheres), o racismo e a LGBTfobia (preconceito e intolerância com as pessoas Lésbicas/Gays/Bissexuais/ Transgêneras/ Travestis). Por isso, neste 21 de junho, Dia de Luta por uma educação não sexista e sem discriminação, propomos algumas reflexões e práticas que colaboram para a construção de uma sociedade igualitária e justa.

Fontes:
https://undime.org.br/noticia/21-de-junho-dia-de-luta-pela-educacao-sem-discriminacao Site http://www2.recife.pe.gov.br/noticias/20/06/2014/21-de-junho-dia-de-luta-por-uma-educacao-sem-discriminacao-e-nao-sexista E http://camtra.org.br/index.php/noticias/item/42-21-de-junho-dia-de-luta-por-uma-educacao-nao-sexista-e-nao-discriminatoria

Créditos da imagem:
http://camtra.org.br/index.php/noticias/item/42-21-de-junho-dia-de-luta-por-uma-educacao-nao-sexista-e-nao-discriminatoria

terça-feira, 19 de junho de 2018


 20 – de Junho -  é o Dia Internacional dos Refugiados, a data criada pela ONU é uma oportunidade para celebrar a força e a perseverança de pessoas forçadas a deixar suas casas e seus países. Somente em 2015, o número de refugiados no mundo chegou a 65,3 milhões, sendo a maior parte vinda do Oriente Médio e da África. Todos #ComOsRefugiados


sábado, 16 de junho de 2018

ONU e parceiros lançam campanha no Brasil em homenagem às forças de paz


         O Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), o Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCOPAB) e a Rede Brasileira de Pesquisa sobre Operações de Paz (REBRAPAZ) realizam no próximo dia 19 de junho (terça-feira) o lançamento da campanha das Nações Unidas “Serviço e Sacrifício” no Brasil.
          A iniciativa conta ainda com a participação do Instituto Igarapé e do Instituto de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (IRI/PUC-Rio).
             O evento acontecerá no Palácio Itamaraty, no Rio de Janeiro, e é aberto ao público até a lotação do espaço, mediante inscrição prévia (saiba abaixo como se inscrever).
            O Encontro conta com o painel de discussão “Serviço e sacrifício: riscos inerentes ao trabalho em contextos instáveis”, com a presença do General Floriano Peixoto, comandante militar da Missão da ONU no Haiti (MINUSTAH) entre 2009 e 2010; do Almirante Carlos Chagas; dos pesquisadores Conor Foley (PUC-Rio), Danilo Marcondes (PUC-Rio) e Eduarda Hamann (Instituto Igarapé); e do jornalista Luis Kawaguti. A moderação é do pesquisador Ricardo Oliveira (IRI/PUC-Rio).
                Na oportunidade, ocorrerá a entrega da medalha da cidadania IFEC [Instituto Interamericano de Fomento à Educação, Cultura e Ciência] ao Ten. Cel. Carlos Rocha, ferido na República Centro-Africana. Além disso, ocorrerá também a exibição de vídeos de militares brasileiros no terreno e um Coffee break oferecido pelo CCOPAB.
SERVIÇO: Lançamento da campanha das Nações Unidas “Serviço e Sacrifício” no Brasil
Onde: Palácio Itamaraty, Rio de Janeiro
Quando: 19 de junho de 2018, 14h às 16h
Evento aberto ao público mediante confirmam de presença no link bit.ly/pk70rio
Acesse este convite: goo.gl/4U7Sdq ; imagem do convite: goo.gl/dmL4KP


Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil | UNIC Rio
unic.brazil@unic.org  |  +55(21) 2253-2211 

quarta-feira, 13 de junho de 2018


Brasileiros são os que menos confiam em democracia na América Latina, diz pesquisa. Marcia Carmo De Buenos Aires para a BBC Brasil/Out-17


       Uma pesquisa realizada em dezoito países da América Latina revelou que os brasileiros são os mais insatisfeitos com a democracia. Somente 13% dos brasileiros responderam estar "muito satisfeitos" e "satisfeitos" com ela, segundo o levantamento da Latinobarómetro.
            De acordo com a pesquisa, apresentada nesta sexta-feira em Buenos Aires, o índice de satisfação dos brasileiros ficou abaixo da média da Região, que é de 30%. Os cinco primeiros mais satisfeitos com a democracia em seus países são Uruguai (57%), Nicarágua (52%), Equador (51%), Costa Rica (45%) e Argentina (38%).
          Foram ouvidas 20,2 mil pessoas na região, entre Junho e Agosto de 2017. O levantamento é anual e vem sendo realizado desde 1995.
Em entrevista à BBC Brasil, a socióloga chilena Marta Lagos, diretora da ONG Latinobarómetro, disse que o mal-estar dos brasileiros com a democracia é antigo. "O Brasil sempre foi meio desconfiado, mas a avaliação está especialmente pior agora", disse Lagos, que arrisca algumas explicações para o fenômeno.
Para ela, além de o brasileiro não ver melhora em sua vida, o país sofre de um "problema grave de liderança política". A pesquisadora ressalva, porém, que a pesquisa não aborda temas específicos como a impopularidade do presidente Michel Temer ou a destituição da ex-presidente Dilma Rousseff. Mas quando a questão é a aprovação do governo em vigor, o Brasil voltou a ficar em último lugar, com apenas 6% respondendo que o "aprovam". Neste item, a média na região foi de 36%, com a Nicarágua (67%), o Equador (66%) e a Bolívia (57%) figurando entre os três primeiros colocados.
        O Brasil volta a ser lanterninha no ranking quando o tema abordado é a confiança entre as pessoas. Após ouvir a pergunta "É possível confiar na maioria das pessoas?", apenas 7% dos brasileiros disseram que sim. Entre os que menos confiam, logo acima do Brasil, estão Paraguai (8%) e Venezuela (9%). Chile e Equador, com 23% cada, registraram o maior percentual de confiança.
     Para Lagos, o alto índice de desconfiança dos brasileiros tem motivos. "Esta desconfiança entre as pessoas é resultado dos casos de corrupção. A corrupção é o tema principal em um pacote que envolve a situação social, a relação entre as pessoas e a desconfiança com a classe política como um todo", especula.
Confiança no Congresso
A pesquisa mostrou também que somente 11% das pessoas no país confiam "muito" ou "razoavelmente" no Congresso Nacional. Neste ranking, o Brasil ficou em penúltimo lugar - a lanterna ficou com o Paraguai, com 10%. A Venezuela (37%), o Uruguai (34%) e a Bolívia (32%) estão entre os que mais confiam em seus parlamentos.
No histórico da pesquisa, feita em pouco mais de vinte anos, a confiança do brasileiro em relação à democracia foi maior em 2010, com 54%. Naquele ano, 80% das pessoas no País diziam ver na democracia o melhor sistema - o índice agora é de 62%.
      Naquele ano, o Brasil não tinha os problemas econômicos de agora, mas para Lagos a visão sobre a democracia não é influenciada pelo comportamento da economia. "Existe uma insatisfação do brasileiro com a classe política como um todo. A percepção é a de que o governo trabalha para poucos e privilegiados, e que não está preocupado com os demais", disse.
      Quando perguntados sobre "qual é na sua visão o principal problema do país, se a corrupção, a situação política ou a educação", 31% dos brasileiros responderam "corrupção". Na média, a corrupção preocupa apenas 10% na região.
       A pesquisa mostrou ainda que 44% dos brasileiros disseram ter sido vitimas de algum delito (assaltado/agredido ou outro). No México, este índice foi de 58% e na Venezuela de 50%. A média na região foi de 37%.
        O País ficou próximo da média, de 37%, quando o assunto é as perspectivas sobre a economia - 44% dos brasileiros (mesmo índice que os argentinos) responderam que ficará melhor. Mas quando o assunto é o medo do desemprego, o Brasil lidera: 61% disseram estar "muito preocupados" em passar sem emprego nos próximos doze meses. Via BBC/ FC.- Junho/18.

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