Brasil Criativo: a nova Indústria da nossa gente
De: *Margareth Menezes
O Ano de 2026 foi oficialmente declarado o Ano da Criatividade no Brasil pela World Creativity Organization - principal Organização internacional dedicada à Promoção da Criatividade e da Economia Criativa. No Dia 21 de abril, quando o Calendário global celebra o Dia Mundial da Criatividade - esse reconhecimento ganha ainda mais sentido e reafirma aquilo que temos de mais singular: a capacidade de criar, reinventar e transformar.
Mais de que um dom, a criatividade brasileira é um ativo estratégico. É um combustível de um país que decidiu ocupar seu lugar no cenário internacional por meio do conhecimento, da inovação e da valorização da sua Cultura.
Sempre defendi que o desenvolvimento do Brasil passa por acender o vetor econômico da Cultura. E essa potência já mostra sua força. Segundo o IBGE/Instituto Brasileiro de Geográfia e Estatística, os empreendimentos criativos movimentam cerca de R$ 288 bilhões na economia nacional e geram trabalho para 5,4 milhões de pessoas. Estamos falando de uma Indústria robusta, que gera renda, oportunidades e projeta o Brasil com uma das nações mais inventivas do planeta.
Para que esse talento floresça com dignidade, é preciso base estruturante. Por isso, recriamos a Secretaria de Economia Criativa/SEC, consolidando o apoio à Produção Cultural com uma política de Estado. Com o Observatório Celso Furtado/OCF, produzimos inteligência estratégica para orientar investimentos. Com a Escult, ampliamos a formação e a qualificação técnica, fortalecendo toda a cadeia produtiva da Cultura.
Nossa visão de economia criativa é, antes de tudo, territoria e humana . Promovemos um avanço na Lei Rouanet ao reconhecer o Território Criativo/TC, como objeto de investimento, deslocando o focode ações pontuais para o desenvolvimento integrado das Comunidades. Somamos a isso ao Programa Nacional Aldir Blanc de Fomento à Economia Criativa/PN-AB-FEC, que valoriza os saberes ancestrais, a potência das periferias e a força das pequenas Cidades, onde tradição e inovação caminham juntas.
O sucesso internacional do Mercado das Indústrias Criativas do Brasil/MICBr, que em sua última Edição gerou R$ 94,5 milhões em novos neggócios, confirma essa vocação. É a prova de que o Brasil não exporta apenas produtos culturais, mas valor, identidade e inteligência criativa.
Celebrar a criatividade é afirmar um projeto de país. Um Brasil que aposta no bem-viver, na inclusão rodutiva das juventudes, no desenvolvimento sustentável dos territórios e em uma Economia baseada no conhecimento e na diversidade.
O Brasil Criativo não é apenas um conceito. É um caminho que transforma reconhecimento em ação, talento em oportunidade e cultura em desenvolvimento. Um país que respeita o seu passado, sua soberania e seu lugar no futuro.
Artigo publicado em O Correio Petropolitano /29- 4 -2026. *Margareth Menezes -
Ministra da Cultura do Brasil (2023 -2026) Publicado por/ COMPAZTR-Folha Cultural.