domingo, 15 de março de 2026

 

República.org leva à ONU debate sobre liderança feminina no serviço público

No dia 16 de março, nossa diretora-executiva, Isadora Modesto, participa de uma mesa na 70ª Comissão sobre a Situação da Mulher das Nações Unidas, em Nova York.

Em uma conversa com Danielle Garcia, ex-secretária estadual de Políticas para as Mulheres de Sergipe, e Joyce Trindade, secretária municipal de Políticas para as Mulheres do Rio de Janeiro, Isadora discute caminhos para ampliar a presença de mulheres em posições de decisão no serviço público brasileiro.

O encontro faz parte da programação da Columbia Women's Leadership Network, ou Rede de Liderança Feminina da Columbia, iniciativa da Universidade Columbia voltada à formação de mulheres para posições de liderança em diferentes áreas.


Apoio a servidoras

Desde 2018, a República.org oferece bolsas de estudo a servidoras públicas
brasileiras para participação no programa.

Ao longo desses anos, gestoras de diferentes áreas, níveis de governo e regiões do país já passaram pela formação. 

Em 2026, três profissionais integram a turma: Bianca Silva, coordenadora do
Programa Patrulha Maria da Penha do Governo do Estado do Rio de Janeiro; Thais Alexandrino, ouvidora do Sistema Penitenciário e Socioeducativo do Governo do Estado de Minas Gerais; e Julia Sobreira, secretária municipal de Turismo e Cultura da Prefeitura de São Gonçalo (RJ).


O módulo internacional acontece em Nova York entre 16 e 20 de março, após uma etapa inicial realizada no Rio de Janeiro.

Mulheres são maioria no serviço público, mas ainda pouco representadas na liderança

Dados do Anuário de Gestão de Pessoas, da República.org, ajudam a entender por que a presença feminina nos cargos de decisão ainda é um desafio para o Estado.

Segundo o estudo, mulheres representam 57,8% do funcionalismo público brasileiro, o equivalente a 7,1 milhões de profissionais.

Essa maioria, porém, não aparece com a mesma força nas posições de liderança. Hoje, mulheres ocupam cerca de 40% dos cargos de chefia. Entre mulheres negras, a participação cai para 15,4%.

Há ainda outro dado relevante: mulheres também são maioria na população brasileira, 51,5% dos habitantes, de acordo com o IBGE.
Mas o que muda quando mais mulheres ocupam espaços de decisão no Estado? 🤔

Mais diversidade nesses postos significa incorporar diferentes experiências e perspectivas ao desenho e à implementação de políticas públicas. Isso ajuda o serviço público a responder melhor às necessidades da população.
Da formação à prática

Conversamos com Alessandra Gonçalves, bolsista da edição de 2025 da Columbia Women's Leadership Network, sobre como a formação impacta a trajetória de servidoras.

Coordenadora de Apoio à Gestão Escolar da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, ela foi finalista do Prêmio Espírito Público pelo projeto Bora pra Escola.

No bate-papo, Alessandra comenta como o programa contribuiu para sua atuação em espaços de liderança e ampliou as trocas sobre gestão pública e educação.


República.org / (reprodução/Folha Cultura).

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