quinta-feira, 13 de junho de 2024

    III Pontes engenhosas        *Dr. Maximiano


                          Os simplórios informes sobre Pontes, desde a Civilização Greco-latina, despertou algum interesse de nossos milhares de leitores da Folha Cultural, e de nossos colegas jornalistas, e resolvemos enunciar mais algumas e muitas; inclusive, as desaparecidas e restauradas. Começamos com a primeira grande obra pública, irmã gêmea de outra grande obra particular, ambas geniais; a Ponte de Resende ou Paraíba Nova, de 1829, e a gráfica de Padre Mota, impressora de Jornal Gênio Brasileiro. Em calendário mineiro a mais antiga é a de PARAIBUNA, imortalizada por Rogendas, Agassiz, Klumb e Sant-Hilaire, de 1824, desenhada e estipendiada pelo Imperador Petrus I, ligando as duas Províncias do Rio de Janeiro e Minas Gerais, no leito do Caminho Novo e Macadame da União Indústria. A concorrência é muito eficaz e Irineu construindo a Ponte PARAHIBA, imortalizada por Vitor Frond - rivalizou com Mariano Procópio na *Ponte das Garças, e, com Koeller - e o resultado foram dezenas de Pontes, de 1845 a 1860, inclusive, com a febre de abertura de outras Estradas de Pedras e de Trilhas de ferro. 

                                  

 
            E graça às Pontes dos dois maiores construtores – Mauá e Mariano, o Trem pode dobrar a Serra do Mar e deparar na calha do Paraíba do Sul até São Paulo e Minas. Pontes no Guandú, Sarapuí, Iguaçú, Pilar, Piraí, Desengano, Vassouras, Surubi-Guará, Souza Aguiar, Rua Direita, Santa Fé, Anta, Sapucaia, Porto Velho, Portela, S. Fidélis, Campos e Vitória, todas prestando importantes serviços aos brasileiros, principalmente, a Ponte Barra do Piraí e Campos com o maior vínculo e passagem da metade das Cidades. Várias Capitais progrediram e se tornaram Patrimônio Cultural e Arquitetônico da Humanidade, com Olinda, Goias Velho, Teresina e Vitória, graças as suas Pontes, e, agora, o Rio se uniu com Niterói pela maior de todas, a abençoada pelo Corcovado. 

              

Foto/*WRA. Ponte das Garças / Município de Três Rios =RJ- Brasil.


Até para melhor comercializar com Países vizinhos o Brasil tem Pontes com Argentina, Paraguai e Bolívia e até com a Guiana Francesa no Rio Oiapoque. Só resta a Ponte para o Céu.           


                                  De *Antônio Maximiano de Oliveira/ Decano dos Advogados e ex-presidente do Conselho de Cultura do Município de Três Rios–RJ – Brasil e Membro-fundador do Comitê pela PAZ/COMPAZTR-RJ-Brasil.






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