sexta-feira, 3 de abril de 2026

 A BOMBA   /Autor: *Mário Lago.


Amada, não me censure

se sou de pouco falar;

Nem se esse pouco que falo

não se faz suspirar.

É tempo de vida feia,

de se morrer ou matar,

de sonho cortado ao meio,

de voz sem poder gritar,

de pão que para nós não chega,

de noite sem se acabar.

Por isso não me censure

se sou de pouco falar.


Criança é bonito. É.

Mulher é bonito. É.

A rosa é bonito. É.

Mas criança chega a homem se a

         bomba quiser,

a mulher só tem seu homem se a

         bomba quiser,

homem sonha e faz seu sonho se a

                                   bomba quiser.


Amada minha, não chore

se nunca falo de amor,

nem se meu beijo é salgado,

que é beijo chorado em dor.

É tempo de vida triste,

de olhar o céu com pavor,

de mão para último gesto,

de mão para última flor,

de verde, que era esperança,

trazer desgraça na cor.

 Por isso, amada, não chore,

se nunca falo de amor.


Criança é bonito. É.

Mulher é bonito. É.

A rosa é bonito. É.

A lua é bonito. È.




Amada, não vá embora

se eu trouxe desilusão,

se aumenta sua tristeza,

tão triste é minha canção.

É tempo de fazer tempo,

de pegar tempo na mão

de gente vindo no tempo

em passeata ou procissão,

no mesmo passo de sonho

para bomba dizendo "NÃO"!

Amada, não vá embora

mudou a minha canção.


Criança é bonito. É.

A rosa é bonito. É.

A rosa é bonito. É.

A lua é bonito. É.


Pois criança vai ser gente, porque a

                                           gente quer,

a mulher vai ter seu homem, porque a

                                            gente quer,

homem vai fazer seu sonho, porque a

                                          gente quer,

vai ser tempo de ver lua 

e tirar rosa no pé.


*Mário Lago / Escritor/compositor/Ator./Membro fundador do CONDEPAZ-RJ.


quinta-feira, 2 de abril de 2026

 Para nossa reflexão / Gente Amiga.  Folha Cultural/FC.

  • Os acontecimentos dos últimos dez anos justificam a tentação de traçar perfis simplistas dos 156 milhões de eleitores brasileiros e dividi-los em dois grupos antagônicos. O debate público também nos leva a presumir que a população brasileira é extremamente polarizada. Mas a realidade não é bem assim. 

    Uma pesquisa do think tank More in Common, em parceria com a Quaest, indica que a divisão extrema envolve apenas uma minoria do eleitorado brasileiro. Cerca de 54% da população não se diz nem com a direita, nem com a esquerda, nem com o centro. E rejeitam esse modo de fazer política. Apenas 11% dos brasileiros se identificam com os dois extremos.

    A maioria da população compartilha valores semelhantes, inclusive sobre questões morais e religiosas, e está mais preocupada em buscar soluções para problemas práticos — como emprego, saúde e segurança — do que com disputas de narrativas ideológicas. 

    E quando o assunto é racismo ou igualdade entre homens e mulheres, a pesquisa mostrou que a maioria da população concorda que essas chagas precisam ser combatidas, mas discorda sobre cotas raciais ou feminismo. 

    O que os especialistas ouvidos pela Revista PB constatam é que os extremos fazem mais barulho e, assim, acabam afastando a maioria da população da política. Mas é justamente nessa maioria silenciosa — menos ideológica e mais pragmática — que está o desafio e a oportunidade de reconectar a política à vida cotidiana.

    Leia a reportagem completa no site da Revista Problemas Brasileiros. Link na bio. 

A Plenitude da PAZ A PAZ Social - d eve aflorar diante de Sentimentos positivos e se tornar  conhecimento - a partir das consciências em Ser...