Para nossa reflexão / Gente Amiga. Folha Cultural/FC.
- Os acontecimentos dos últimos dez anos justificam a tentação de traçar perfis simplistas dos 156 milhões de eleitores brasileiros e dividi-los em dois grupos antagônicos. O debate público também nos leva a presumir que a população brasileira é extremamente polarizada. Mas a realidade não é bem assim.Uma pesquisa do think tank More in Common, em parceria com a Quaest, indica que a divisão extrema envolve apenas uma minoria do eleitorado brasileiro. Cerca de 54% da população não se diz nem com a direita, nem com a esquerda, nem com o centro. E rejeitam esse modo de fazer política. Apenas 11% dos brasileiros se identificam com os dois extremos.A maioria da população compartilha valores semelhantes, inclusive sobre questões morais e religiosas, e está mais preocupada em buscar soluções para problemas práticos — como emprego, saúde e segurança — do que com disputas de narrativas ideológicas.E quando o assunto é racismo ou igualdade entre homens e mulheres, a pesquisa mostrou que a maioria da população concorda que essas chagas precisam ser combatidas, mas discorda sobre cotas raciais ou feminismo.O que os especialistas ouvidos pela Revista PB constatam é que os extremos fazem mais barulho e, assim, acabam afastando a maioria da população da política. Mas é justamente nessa maioria silenciosa — menos ideológica e mais pragmática — que está o desafio e a oportunidade de reconectar a política à vida cotidiana.Leia a reportagem completa no site da Revista Problemas Brasileiros. Link na bio.
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