quarta-feira, 19 de agosto de 2020

 

Clima. Mais dois anos perdidos para a inação política, alerta Greta Thunberg. Por:  RTP ( 19- Ag. -2020).

 

Dois anos passados desde a primeira greve às aulas, Greta Thunberg faz um balanço. Ataca a ignorância e a inconsciência e argumenta que o mundo voltou a perder tempo ao não tomar as medidas que se impõem para obviar a crise climática.

Num Artigo escrito para The Guardian, Greta e as colegas ativistas Luisa Neubauer, Anuna de Wever e Adélaïde Charlier argumentam que muito se passou durante estes dois anos, desde milhões de manifestantes a tomarem as ruas até ao facto de o Parlamento Europeu ter decretado Emergência Climática e Ambiental, em novembro de 2019. 

 


 

Ainda assim, lembram que nestes dois anos foram emitidas mais de 80 gigatoneladas de CO2. “Vemos desastres naturais acontecer por todo o mundo. (…) Muitas vidas e formas de vida já se perderam e este é apenas o início”. (...)

 Terminam o artigo com um alerta. “Ainda temos o futuro em nossas mãos. Mas o tempo está a fugir rapidamente por entre os nossos dedos. Ainda podemos evitar as piores consequências. Mas, para isso, temos que enfrentar a emergência climática e mudar os nossos métodos. E essa é a verdade incômoda da qual não podemos escapar”.

 

Greta Thunberg tem 17 anos e iniciou uma campanha ambiental na Suécia há dois anos, através de greves às aulas. Este artigo no The Guardian foi escrito com outras ativistas que se juntaram a ela: Luisa Neubauer, da Alemanha, e Anuna de Wever e Adélaïde Charlier, da Bélgica.

 

 

 

Agenda 2030: entenda o que é o Desenvolvimento Sustentável

 

        Em entrevista à Rádio ONU, especialista do PNUD afirmou que conceito significa "o Desenvolvimento que procura satisfazer as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem suas necessidades"; nova Agenda tem 17 Objetivos e 169 Metas com prazo até 2030.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

Os 193 Estados-membros das Nações Unidas adotaram em, 25 de Setembro de 17, a nova Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável, com 17 objetivos e 169 metas.

A Rádio ONU conversou com a especialista em Desenvolvimento Sustentável do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, PNUD, Renata Rubian, que explicou o conceito.

 

 

 

 

 

Futuras Gerações

"O Desenvolvimento Sustentável, na verdade, é o Desenvolvimento que procura satisfazer as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem as suas próprias necessidades. Isso é feito, ao mesmo tempo, com o uso razoável dos recursos que a Terra pode oferecer, preservando as Espécies e os Habitats naturais".

A especialista falou da nova Agenda, que substitui os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio cujo prazo se encerra no fim deste ano.

 

Mídias Sociais

"Ela é uma Agenda universal. Ela tem importância para Países Desenvolvidos e Países em Desenvolvimento. O que seria inovador tem várias Dimensões, mas eu gostaria de ressaltar que o papel da Mídia Social na socialização rápida dessa nova Agenda será um processo nunca presenciado antes em nenhuma Agenda Internacional, vai ser interessante acompanhar isso. Essa é com certeza uma Agenda mais complexa que tenta equilibrar as Dimensões Sociais, Econômicas, de Meio Ambiente e de Prosperidade, de Paz e Segurança, que não podemos esquecer." A nova Agenda foi elaborada com a participação da Sociedade Civil e com consultas que duraram quase três anos.

 

Participação e Consumo

"E a participação da Sociedade Civil não termina, no entanto, na definição da Agenda. Ela continua sendo necessária para o fomento posterior dos Objetivos. As questões centrais que ali se encontram para Debate, ou seja, de modo de Produção, Padrões de Consumo, nós precisamos da participação da Sociedade para que elas, na verdade, se cristalizem".

     Entre os Objetivos da nova Agenda estão à Erradicação da Pobreza e a Educação de qualidade. A lista de todos os Objetivos e Metas está na Rádio ONU. P/ COMPAZ-Folha Cultural.

 

segunda-feira, 20 de julho de 2020


 ‘Nelson Mandela foi um gigante moral do século 20 e o seu legado continua a nos guiar’ /Posted: 17 Jul. 2020.

          Na Data em que as *Nações Unidas/ONU marcam o Dia Internacional Nelson Mandela – a cada, 18 de Julho –, o Secretário-Geral da Organização destacou o papel do Sul-africano como “defensor global extraordinário da Igualdade, da Dignidade e da Solidariedade”.
“Madiba foi um gigante moral do Século 20 e o seu legado atemporal continua a nos guiar hoje”, disse *António Guterres.
O tema do Dia este ano é “Promova uma ação, inspire a mudança” e destaca a importância de trabalhar em conjunto, de governos a cidadãos, para construir um Mundo Pacífico, Sustentável e Igualitário.
“Marcamos este dia em um momento em que a ameaça da pandemia da COVID-19 ameaça todas as Pessoas, em todos os lugares, especialmente os mais vulneráveis. Perante estes desafios, os líderes mundiais precisam reconhecer a grande importância da unidade e da solidariedade”, disse *Guterres.
O *Secretário-Geral da ONU lembrou que a Pandemia está expondo profundas desigualdades. “Precisamos combater essa Pandemia de desigualdade com um novo contrato social para uma nova era. Apenas unidos podemos afastar a ameaça comum da COVID-19 e reconstruir melhor”, acrescentou.
Enquanto as *Nações Unidas marcam o seu 75º aniversário nestes tempos “frágeis”, disse, a organização reflete sobre a vida e o trabalho de Nelson Mandela, que encarnou “os mais altos valores das Nações Unidas, agiu e inspirou a mudança”.
Apesar de muitos anos como prisioneiro de consciência, ‘Madiba’ – como era conhecido – manteve a dignidade e o compromisso com os seus ideais. “O seu exemplo deve levar qualquer governo que mantenha prisioneiros deste tipo a libertá-los.”
“No Século 21 não deve haver lugar para prisioneiros de consciência”, disse Guterres. Citando Nelson Mandela, António Guterres disse: “Enquanto houver injustiça e desigualdades no mundo, nenhum de nós poderá verdadeiramente descansar”.


 “Neste Dia de Mandela, devemos lembrar que podemos, e devemos ser parte de uma busca por um futuro melhor, com Dignidade, Oportunidade e Prosperidade para todas as Pessoas num Planeta Saudável.”

Prêmio Nelson Mandela 2020 sai para dois defensores dos direitos de mulheres e crianças
Marianna Vardinoyannis, da Grécia, e Morissana Kouyaté, da Guiné-Conacri, são os vencedores do Prêmio Nelson Rolihlahla Mandela das Nações Unidas em 2020. O anúncio foi feito pelo presidente da Assembleia Geral da ONU, Tijjani Muhammad-Bande. Em Comunicado, ele disse que o trabalho dos dois “tem um impacto na Vida de outras Pessoas” e que eles se inspiram no exemplo e valores de Mandela. Saiba mais aqui. (Produção Editorial/ Wilson Rodrigues de Andrade / COMPAZ/Folha Cultural)

 Jornalismo Pacifista-Cultural nossa Missão. FOLHA CULTURAL     Ciência e Artes… Instrumento facilitador da Cultura de PAZ – o Mundo Conte...