quarta-feira, 19 de agosto de 2020

 

Agenda 2030: entenda o que é o Desenvolvimento Sustentável

 

        Em entrevista à Rádio ONU, especialista do PNUD afirmou que conceito significa "o Desenvolvimento que procura satisfazer as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem suas necessidades"; nova Agenda tem 17 Objetivos e 169 Metas com prazo até 2030.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

Os 193 Estados-membros das Nações Unidas adotaram em, 25 de Setembro de 17, a nova Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável, com 17 objetivos e 169 metas.

A Rádio ONU conversou com a especialista em Desenvolvimento Sustentável do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, PNUD, Renata Rubian, que explicou o conceito.

 

 

 

 

 

Futuras Gerações

"O Desenvolvimento Sustentável, na verdade, é o Desenvolvimento que procura satisfazer as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem as suas próprias necessidades. Isso é feito, ao mesmo tempo, com o uso razoável dos recursos que a Terra pode oferecer, preservando as Espécies e os Habitats naturais".

A especialista falou da nova Agenda, que substitui os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio cujo prazo se encerra no fim deste ano.

 

Mídias Sociais

"Ela é uma Agenda universal. Ela tem importância para Países Desenvolvidos e Países em Desenvolvimento. O que seria inovador tem várias Dimensões, mas eu gostaria de ressaltar que o papel da Mídia Social na socialização rápida dessa nova Agenda será um processo nunca presenciado antes em nenhuma Agenda Internacional, vai ser interessante acompanhar isso. Essa é com certeza uma Agenda mais complexa que tenta equilibrar as Dimensões Sociais, Econômicas, de Meio Ambiente e de Prosperidade, de Paz e Segurança, que não podemos esquecer." A nova Agenda foi elaborada com a participação da Sociedade Civil e com consultas que duraram quase três anos.

 

Participação e Consumo

"E a participação da Sociedade Civil não termina, no entanto, na definição da Agenda. Ela continua sendo necessária para o fomento posterior dos Objetivos. As questões centrais que ali se encontram para Debate, ou seja, de modo de Produção, Padrões de Consumo, nós precisamos da participação da Sociedade para que elas, na verdade, se cristalizem".

     Entre os Objetivos da nova Agenda estão à Erradicação da Pobreza e a Educação de qualidade. A lista de todos os Objetivos e Metas está na Rádio ONU. P/ COMPAZ-Folha Cultural.

 

segunda-feira, 20 de julho de 2020


 ‘Nelson Mandela foi um gigante moral do século 20 e o seu legado continua a nos guiar’ /Posted: 17 Jul. 2020.

          Na Data em que as *Nações Unidas/ONU marcam o Dia Internacional Nelson Mandela – a cada, 18 de Julho –, o Secretário-Geral da Organização destacou o papel do Sul-africano como “defensor global extraordinário da Igualdade, da Dignidade e da Solidariedade”.
Madiba foi um gigante moral do Século 20 e o seu legado atemporal continua a nos guiar hoje”, disse *António Guterres.
O tema do Dia este ano é “Promova uma ação, inspire a mudança” e destaca a importância de trabalhar em conjunto, de governos a cidadãos, para construir um Mundo Pacífico, Sustentável e Igualitário.
“Marcamos este dia em um momento em que a ameaça da pandemia da COVID-19 ameaça todas as Pessoas, em todos os lugares, especialmente os mais vulneráveis. Perante estes desafios, os líderes mundiais precisam reconhecer a grande importância da unidade e da solidariedade”, disse *Guterres.
O *Secretário-Geral da ONU lembrou que a Pandemia está expondo profundas desigualdades. “Precisamos combater essa Pandemia de desigualdade com um novo contrato social para uma nova era. Apenas unidos podemos afastar a ameaça comum da COVID-19 e reconstruir melhor”, acrescentou.
Enquanto as *Nações Unidas marcam o seu 75º aniversário nestes tempos “frágeis”, disse, a organização reflete sobre a vida e o trabalho de Nelson Mandela, que encarnou “os mais altos valores das Nações Unidas, agiu e inspirou a mudança”.
Apesar de muitos anos como prisioneiro de consciência, ‘Madiba’ – como era conhecido – manteve a dignidade e o compromisso com os seus ideais. “O seu exemplo deve levar qualquer governo que mantenha prisioneiros deste tipo a libertá-los.”
“No Século 21 não deve haver lugar para prisioneiros de consciência”, disse Guterres. Citando Nelson Mandela, António Guterres disse: “Enquanto houver injustiça e desigualdades no mundo, nenhum de nós poderá verdadeiramente descansar”.


 “Neste Dia de Mandela, devemos lembrar que podemos, e devemos ser parte de uma busca por um futuro melhor, com Dignidade, Oportunidade e Prosperidade para todas as Pessoas num Planeta Saudável.”

Prêmio Nelson Mandela 2020 sai para dois defensores dos direitos de mulheres e crianças
Marianna Vardinoyannis, da Grécia, e Morissana Kouyaté, da Guiné-Conacri, são os vencedores do Prêmio Nelson Rolihlahla Mandela das Nações Unidas em 2020. O anúncio foi feito pelo presidente da Assembleia Geral da ONU, Tijjani Muhammad-Bande. Em Comunicado, ele disse que o trabalho dos dois “tem um impacto na Vida de outras Pessoas” e que eles se inspiram no exemplo e valores de Mandela. Saiba mais aqui. (Produção Editorial/ Wilson Rodrigues de Andrade / COMPAZ/Folha Cultural)

segunda-feira, 13 de julho de 2020



 Revolução Francesa – Marco de Liberdade entre os Povos.*WRA/FC

           A História se repete. A Bastilha moderna que deve ser derrubada é este modelo capitalista perverso que tem vitimado a miséria e a fome a Povos e Nações. Até as Nações mais desenvolvidas do Mundo tem vergonhosamente sustentado com a miséria de seu Povo para o enriquecimento de suas elites. O tempo passa o progresso avança mais a miséria se multiplica e as populações, cada vez mais revoltadas, tentam sobreviver e engolir a seco receitas liberais de economistas irresponsáveis.

              A Revolução Francesa deu início a um novo período na História do Ocidente. Redefiniu-se desde então, de modo decisivo, sua vida social, econômica, política e artística - cultural.
    Conduzida pela burguesia e amplamente apoiada pela população, a Revolução tem seu início com a derrubada, em Paris, da fortaleza - prisão da Bastilha, símbolo do Antigo Regime, no histórico - 14 de Julho de 1789.
    Nos densos e agitados dez anos revolucionários (1789 – 1799) a História se acelerou, dando forma a ideia de Igualdade Social, os procedimentos em torno do poder legislativo e sua representatividade, além da noção de respeito aos Direitos Individuais do Cidadão, sintetizados no lema: Liberdade, Igualdade, Fraternidade e na  Declaração dos Direitos Humanos.
    Não apenas as ideias daqueles que defendiam a reforma ou a revolução são os fatores que explica a Revolução Francesa. Havia, antes de tudo, uma aguda fome associando os campos e cidades do País. A Organização jurídico - política baseado nas chamadas três ordens ou estados  (nobreza, clero e povo) não permitia o acesso da burguesia ao poder.
    A França – nos primeiros dez anos da Revolução – ao lado dos Estados Unidos da América (Independência / l776) - tornou-se um dos centros irradiadores da Democracia Contemporânea.

 O Ideário da Revolução Francesa teve repercussão universal
       Como base na transformação da forma de pensar de políticos em toda a parte, abriu caminho para o surgimento de novas e fortes Nações e as relações sociais saíram das égides do absolutismo dos antigos regimes.
   O súdito passou para a condição, e o mais importante, participante da nova Sociedade (...).
             









 (...) A partir da FRATERNIDADE, da IGUALDADE e da LIBERDADE há  interdependência e iguais valores. Não dá para pensá-las isoladamente e nem de forma particular, a partir, também, do Indivíduo, ainda que a individualidade seja um valor que deve ser preservado (a individualidade não é um valor absoluto para o indivíduo, pois, quando extremada, ela pode ferir a individualidade alheia), pois Fraternidade/ Igualdade/ Liberdade são valores coletivos, humanizantes e, portanto necessários à convivência pacífica e próspera para o Processo entre Pessoas e Instituições.
              O Espaço contemporâneo passa por um momento de extremo individualismo, egoísmo mesmo, e os resultados disso estão à vista (pobreza, violência, drogas, poluição, guerras, preconceitos, intolerâncias etc.) dos que queiram ver. A individualidade tem seu limite e ele se localiza nas fronteiras do Bem- Estar Coletivo.  LIBERTÉ * EGALITÉ * FRATERNITÉ - JÁ!
       Depois de tantos anos, a Humanidade já estaria (deveria estar) madura e consciente o suficiente para realizar esta Revolução de forma pacífica, sem a violência de 1789, na França. Será que está?

 * Wilson Rodrigues de Andrade cursou Psicologia na Universidade Católica de Petrópolis e CES/JF – Jornalista e Escritor -Poeta/ Produtor Editorial do Jornal/Revista Folha Cultural do C/DEDAC.

  Trabalho/Obra | *WRA.                                                                                                                     ...