terça-feira, 3 de julho de 2018


 3 de Julho - Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial. #Antirracismo


          Nessa data, em 1951, o Congresso Nacional aprovou a Lei 1.390, mais conhecida como Lei Afonso Arinos, proposta pelo jurista, político e escritor mineiro e que estabeleceu como contravenção penal qualquer prática resultante de preconceito por raça ou cor. Foi a primeira lei contra o racismo no País. A Lei 7.437/1985, de autoria do Deputado Federal Carlos Alberto Oliveira, o Caó (PDT-RJ), transformou em crime inafiançável o que a Lei Afonso Arinos qualificava apenas como contravenção penal, ampliando as penas para até cinco anos de prisão. A recusa por parte de estabelecimento comercial ou de ensino em atender ou receber cliente, comprador ou aluno, por preconceito de raça ou de cor, fará com que seja considerado agente de contravenção o diretor, gerente ou responsável pelo estabelecimento. Recusar a alguém hospedagem em hotel, pensão, estalagem ou estabelecimento da mesma finalidade, por preconceito de raça ou de cor. Pena: prisão simples de três meses a um ano. Recusar a venda de mercadorias em lojas de qualquer gênero, ou a atender clientes em restaurantes, bares, confeitarias e locais semelhantes, abertos ao público, por preconceito de raça ou de cor. Pena: prisão simples de quinze dias a três meses. Impedir o acesso de alguém a qualquer cargo do funcionalismo público ou ao serviço em qualquer ramo das forças armadas, por preconceito de raça ou de cor. Pena: perda do cargo para o funcionário dirigente da repartição.


            No caso de reincidência em estabelecimento particular poderá o juiz determinar a pena adicional de suspensão do funcionamento do estabelecimento por prazo não superior a três anos.

Mais recentemente, a Lei 12.228 de 2010 instituiu o Estatuto da Igualdade Racial, destinado a garantir à população negra a efetivação da igualdade de oportunidades, a defesa dos direitos étnicos individuais, coletivos e difusos e o combate à discriminação e às demais formas de intolerância étnica.

sábado, 30 de junho de 2018


De Mont' Serrat a Levy... Rincão dos Pioneiros e nossa Memória...


          A Cidade fluminense de Levy Gasparian, completa hoje, 30- Jun. – 2018, 27 anos de sua criação como Município, e 157 anos de fundação. A outrora, SERRARIA, topônimo histórico perdido no início dos anos 1960, nasceu em torno de uma rodoviária, a 7º, das 12 Estações de mudas da Estrada rodoviária União e Indústria, inaugurada em 1861. Se o Município tem a denominação de “Comendador Levy Gasparian”, para lustrar vaidades pessoais, sua fundação se deve a HILÁRIO JOAQUIM DE ANDRADE, o BARÃO DO PIABANHA, proprietário da Fazenda de Serraria, e que até um de seus Palacetes - legou gratuitamente para a criação de uma Escola pública, (uma das mais antigas do Estado do Rio de Janeiro em funcionamento ininterrupto desde 1873) A memória de seu fundador não tem uma praça a levar seu nome, nem mesmo seu Palacete, atual Colégio Coronel Antônio Penha. Como diz o historiador Diogo de Vasconcelos: terra sem memória, rincão de aventureiros.


 Hilário Joaquim de Andrade, 1º Barão de Piabanha.

*Barões de Piabanha

A Região de Serraria/ do atual, Município de *Comendador Levy Gasparian, foi desbravada nos últimos anos do Século XVII, e os primeiros do Século XVIII, pelo bandeirante paulista Garcia Rodrigues Paes - quando este comandou a abertura do Caminho Novo, entre o Rio de Janeiro e as Minas Gerais. Em recompensa pelos serviços prestados nesta empreitada, Garcia Rodrigues Paes recebeu larga extensão de terras entre os rios Paraíba do Sul e Paraibuna, onde fundou, dentre outras, uma fazenda com o nome de Paraibuna.
Em 1805, o Capitão Cristóvão Rodrigues de Andrade adquiriu as terras da Fazenda do Paraibuna de descendentes de Garcia Rodrigues Paes, iniciando o plantio de grandes roças de cana-de-açúcar e construindo o primeiro engenho da Região.
Mais tarde, foi aberta a Fazenda de Serraria, que pertenceu a Hilário Joaquim de Andrade, Barão do Piabanha. Apesar de ter sido criada em parte desmembrada da Fazenda de Paraibuna, a Fazenda Serraria destacava-se pela sua grande extensão e grande quantidade de pés de café nela plantados.
Em 1861, Hilário Joaquim de Andrade doou toda a extensão de terras necessárias à passagem da Estrada de rodagem União e Indústria pelas suas terras, bem como a área necessária para a construção da Estação de Mudas de Serraria, que deu origem ao atual centro da Cidade de Comendador Levy Gasparian. (Texto/pesquisa de Wilson Rodrigues de Andrade/Folha Cultural/FC)

sábado, 23 de junho de 2018


Entrevista - Niéde Guidon: A arqueologia do descaso


Jornal do Brasil CELINA CÔRTES, celina.cortes@jb.com.br

         Niéde Guidon é formada em História Natural na USP, com doutorado em Arqueologia pela Sorbonne Niéde Guidon é uma lenda viva. Graças à sua obstinação e perseverança, foi criado em 1979 o Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, maior concentração de vestígios ancestrais do mundo, alçado a Patrimônio da Humanidade em 1991. Aos 85 anos, afetada por uma Chikungunya que a forçou a usar uma bengala, essa paulistana, filha de pai francês e mãe brasileira, formada em História Natural na USP, com doutorado em Arqueologia pela Sorbonne — quando se exilou na França para fugir da ditadura militar —, veio ao Rio esta semana receber uma homenagem no Museu do Amanhã.
O JB convidou outra lenda vida da paleontologia nacional, o diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner, 55 anos, para entrevistá-la. Maior arqueóloga do país — e uma das maiores do mundo —, Niéde revela que foi inaugurado em 2015 um aeroporto em São Raimundo Nonato (PI) para atender a demanda a esse tipo de turismo, com potencial para atrair, por ano, cinco milhões de pessoas. Faltaram, porém, cem metros de pista para receber os grandes aviões e um posto de combustível que permitir seu retorno — e o aeroporto está com os voos suspensos desde o ano passado. Kellner tenta estimulá-la a prosseguir sua batalha, sobretudo burocrática, para enfrentar os graves problemas criados pela falta de recursos, e ela responde desanimada: “Isso é para você, que ainda é jovem. Já lutei muito, não tenho mais tempo para esperar”.
O programa Memória Mundo da #UNESCO – tem por objetivo aumentar a conscientização sobre as condições de preservação e acesso ao Patrimônio Documental em várias partes do mundo.
Atualmente, o Brasil conta com 9 acervos documentais inscritos e reconhecidos internacionalmente. Entre eles estão o arquivo pessoal da psiquiatra Nise da Silveira que deu origem ao Museu de Imagens do Inconsciente. Nise introduziu a terapia ocupacional e as atividades de expressão artística no tratamento de distúrbios psiquiátricos.
Quer saber quais são os outros acervos brasileiros reconhecidos internacionalmente pelo Memória do Mundo? Acesse: http://bit.ly/2ydvyNo ( No Blog/COMPAZ) Veja vídeo sobre o Museu de Imagens do Inconsciente em: bit.ly/mow_nisedasilveira


quinta-feira, 21 de junho de 2018

O programa Memória Mundo da #UNESCO, tem por objetivo aumentar a conscientização sobre as condições de preservação e acesso ao patrimônio documental em várias partes do mundo.
          Atualmente, o Brasil conta com 9 acervos documentais inscritos e reconhecidos internacionalmente. Entre eles estão o arquivo pessoal da psiquiatra Nise da Silveira que deu origem ao Museu de Imagens do Inconsciente. Nise introduziu a terapia ocupacional e as atividades de expressão artística no tratamento de distúrbios psiquiátricos.
Quer saber quais são os outros acervos brasileiros reconhecidos internacionalmente pelo Memória do Mundo? Acesse: http://bit.ly/2ydvyNo
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Veja vídeo sobre o Museu de Imagens do Inconsciente em: bit.ly/mow_nisedasilveira

17 de Junho - Dia Mundial de Luta contra a desertificação
               O tema deste ano para a celebração do dia é “A terra tem um valor real. Invista nele.” Até 2030 estima-se que 130 milhões de pessoas migrem devido à deterioração da terra onde vivem.
“A forma como nós consumimos tem um impacto direto sobre a condição da terra e, por isso, uma das chaves para responder à ameaça da desertificação está em nossas mãos”, alerta a diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, em sua mensagem para a data.
Confira a mensagem na intergra: http://bit.ly/2t9ZJ2d/


Hoje, 29 de Maio de 2018, as Nações Unidas celebram o 70º aniversário das Forças de Paz da #ONU, um instrumento único e dinâmico para ajudar países atingidos pela guerra na transição para uma #paz duradoura. Mais de 100 mil militares, civis e policiais de 125 Países atuam hoje em 14 Operações de manutenção da Paz.


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21 de Junho - Dia de Luta por uma Educação não Sexista e não Discriminatória.


         Esta data instituída no ano de 1991, pela Rede de Educação Popular entre Mulheres da América Latina e do Caribe (Repem). Criada em 1982, a Rede conta com 172 organizações filiadas, de 19 países latino-americanos, que realizam atividades na perspectiva de justiça nas relações de gênero e de empoderamento das mulheres. A coordenação executiva tem sede em Montevidéu, no Uruguai. No Brasil, seu trabalho nasce vinculado ao da Rede Mulher de Educação (RME), ONG feminista fundada em 1981, pela educadora e socióloga Moema Viezzer. A construção da igualdade entre meninas e meninos se faz por meio de uma educação não sexista, inclusiva e sem discriminação, envolvendo a comunidade escolar e a sociedade. Construindo a igualdade. Esse trabalho, desenvolvido nas escolas contribui para o enfrentamento de toda forma de preconceito, quer seja de gênero, raça, orientação sexual e contra pessoas com deficiência e se constitui como importante estratégia para o fortalecimento da luta da sociedade, por uma educação de qualidade, democrática, não sexista e inclusiva.


Você já parou para pensar no quanto a educação, formal e/ou informal, que nós recebemos todos os dias muitas vezes reforçam valores e estereótipos discriminatórios?
      Entre eles, os papéis de gênero, isto é, os valores e definições que são atribuídas às mulheres e aos homens, foram construídos historicamente, ao longo de séculos de opressão, em nossa sociedade ocidental.

     Em geral tais valores e definições são apenas afirmações que, ao serem repetidas inúmeras vezes, passam a ser reconhecidas como verdade. Muitas vezes essas afirmações (tá repetido) parecem inofensivas, por exemplo, quando dizem que meninas gostam de rosa e meninos de azul. A preferência por uma cor não é - ou não deveria ser - algo que tem um valor social ou que define alguém. Quando essa generalização se transforma em uma norma que deve ser respeitada, qualquer comportamento difere de tais valores passa a ser excluído e/ou condenado. Os papéis de gênero moldam a vida de mulheres e homens na medida em que ditam o que e quem devem ser, como devem se comportar, que valores e ações devem reproduzir. Quando prestamos atenção em alguns valores e práticas que repetimos muitas vezes sem pensar, percebemos a gravidade e o impacto de tais valores em nossas vidas.

     A Educação - familiar e/ou escolar - é uma prática que contribui para a construção e repetição de valores sexistas. Ao educar mulheres e homens de forma diferenciada acabamos por limitar as oportunidades de cada uma (um) e contribuir para a desigualdade social entre os sexos. Mas a educação também pode - e deve - ser um caminho para lutarmos contra qualquer tipo de opressão, como o machismo, a misoginia (o ódio às mulheres), o racismo e a LGBTfobia (preconceito e intolerância com as pessoas Lésbicas/Gays/Bissexuais/ Transgêneras/ Travestis). Por isso, neste 21 de junho, Dia de Luta por uma educação não sexista e sem discriminação, propomos algumas reflexões e práticas que colaboram para a construção de uma sociedade igualitária e justa.

Fontes:
https://undime.org.br/noticia/21-de-junho-dia-de-luta-pela-educacao-sem-discriminacao Site http://www2.recife.pe.gov.br/noticias/20/06/2014/21-de-junho-dia-de-luta-por-uma-educacao-sem-discriminacao-e-nao-sexista E http://camtra.org.br/index.php/noticias/item/42-21-de-junho-dia-de-luta-por-uma-educacao-nao-sexista-e-nao-discriminatoria

Créditos da imagem:
http://camtra.org.br/index.php/noticias/item/42-21-de-junho-dia-de-luta-por-uma-educacao-nao-sexista-e-nao-discriminatoria

terça-feira, 19 de junho de 2018


 20 – de Junho -  é o Dia Internacional dos Refugiados, a data criada pela ONU é uma oportunidade para celebrar a força e a perseverança de pessoas forçadas a deixar suas casas e seus países. Somente em 2015, o número de refugiados no mundo chegou a 65,3 milhões, sendo a maior parte vinda do Oriente Médio e da África. Todos #ComOsRefugiados


sábado, 16 de junho de 2018

ONU e parceiros lançam campanha no Brasil em homenagem às forças de paz


         O Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), o Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCOPAB) e a Rede Brasileira de Pesquisa sobre Operações de Paz (REBRAPAZ) realizam no próximo dia 19 de junho (terça-feira) o lançamento da campanha das Nações Unidas “Serviço e Sacrifício” no Brasil.
          A iniciativa conta ainda com a participação do Instituto Igarapé e do Instituto de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (IRI/PUC-Rio).
             O evento acontecerá no Palácio Itamaraty, no Rio de Janeiro, e é aberto ao público até a lotação do espaço, mediante inscrição prévia (saiba abaixo como se inscrever).
            O Encontro conta com o painel de discussão “Serviço e sacrifício: riscos inerentes ao trabalho em contextos instáveis”, com a presença do General Floriano Peixoto, comandante militar da Missão da ONU no Haiti (MINUSTAH) entre 2009 e 2010; do Almirante Carlos Chagas; dos pesquisadores Conor Foley (PUC-Rio), Danilo Marcondes (PUC-Rio) e Eduarda Hamann (Instituto Igarapé); e do jornalista Luis Kawaguti. A moderação é do pesquisador Ricardo Oliveira (IRI/PUC-Rio).
                Na oportunidade, ocorrerá a entrega da medalha da cidadania IFEC [Instituto Interamericano de Fomento à Educação, Cultura e Ciência] ao Ten. Cel. Carlos Rocha, ferido na República Centro-Africana. Além disso, ocorrerá também a exibição de vídeos de militares brasileiros no terreno e um Coffee break oferecido pelo CCOPAB.
SERVIÇO: Lançamento da campanha das Nações Unidas “Serviço e Sacrifício” no Brasil
Onde: Palácio Itamaraty, Rio de Janeiro
Quando: 19 de junho de 2018, 14h às 16h
Evento aberto ao público mediante confirmam de presença no link bit.ly/pk70rio
Acesse este convite: goo.gl/4U7Sdq ; imagem do convite: goo.gl/dmL4KP


Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil | UNIC Rio
unic.brazil@unic.org  |  +55(21) 2253-2211 

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