terça-feira, 19 de fevereiro de 2019


Estratégia Global para a Hanseníase 2016-2020


          Em Evento para o Dia Mundial de Combate à Hanseníase, observado comumente no último domingo de janeiro, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) participou nesta semana de 31 de /Jan./18, em Belém do Pará, do lançamento de uma Campanha de conscientização sobre a doença. A iniciativa, do Ministério da Saúde do Brasil, aborda os sintomas da enfermidade. País identificou 25,2 mil casos da patologia em 2016, número que representava 11,6% do total global de novas ocorrências. Sob o Lema “Hanseníase. Identificou. Tratou. Curou”, os materiais de divulgação serão publicados em diversos veículos de comunicação para alertar os brasileiros – principalmente homens com idade entre 20 e 49 anos, grupo com o maior número de detecção de novos casos – sobre os sinais da doença.
A Campanha incentiva o público a buscar orientações em caso de suspeita da patologia, e também, orienta os profissionais de atendimento sobre diagnóstico precoce, tratamento e prevenção das deficiências resultantes da hanseníase. A doença está presente em 24 dos 35 países das Américas. Em 2016, esses Estados registraram um total de 27.357 novos casos. Isso representa 12,6% da carga global (11,6% somente no Brasil) e põe a Região das Américas como a segunda em número de casos reportados, atrás apenas do Sudeste Asiático.
       Lançada em 2016 pela Organização Mundial da Saúde/OMS, a Estratégia Global para a Hanseníase 2016-2020 está baseada em três pilares: fortalecer o controle, a coordenação e as parcerias do governo; combater a hanseníase e suas complicações; enfrentar a discriminação e promover a inclusão. A Estratégia fornece orientações aos gestores de Programas Nacionais de Hanseníase para que tomem as medidas necessárias para reduzir a incidência da doença, em colaboração com vários setores, incluindo Organizações que trabalham com Direitos Humanos e igualdade de gênero.
Negros têm maior incidência de problemas de saúde evitáveis no Brasil, alerta ONU. Publicado em 31/01/2018 Via UNIC/Rio- Brasil.
            Mortalidade de recém-nascidos – antes dos seis dias de vida, infecções sexualmente transmissíveis, mortes maternas, Hanseníase e Tuberculose. Estes são alguns dos problemas de saúde evitáveis mais frequentes entre a população negra, tanto em comparação ao contingente branco quanto em relação às médias nacionais, alertaram as Nações Unidas, em, 29 de Janeiro de 2018, com base em dados oficiais. “A População Negra não é uma população doente”, explica Lúcia Xavier, Coordenadora da Organização de Mulheres Negras Criola. “O que acontece é que ela vive com menos qualidade. O grupo é mais vulnerável às doenças porque está sob maior influência dos determinantes sociais de saúde, ou seja, as condições em que uma pessoa vive e trabalha; a insalubridade, as baixas condições sanitárias às quais está submetida, por exemplo. E a soma desses diversos indicadores de vulnerabilidade aumenta também o risco de perder a vida”, afirma. Além de estarem mais expostos ao risco de morte violenta intencional — como tem indicado a campanha Vidas Negras, da ONU —, os Negros e Negras também integram o Grupo de brasileiros que têm, em geral, piores indicadores de saúde, expressos na maior incidência de doenças. É o que revelam as estatísticas oficiais citadas pelas Nações Unidas. Segundo o Ministério da Saúde, 55% dos casos registrados de AIDS em 2016 ocorreram em pessoas negras e 43,9% em brancas. Os óbitos pela doença também afetam mais negros (58,7%) que brancos (40,9%). No mesmo ano, 38,5% das notificações de sífilis adquirida ocorreram entre pessoas brancas e 42,4% em negras. Das mulheres gestantes diagnosticadas com sífilis, 59,8% eram Negras e 30,6% Brancas. Em relação à raça/cor das mães das crianças com sífilis congênita, as negras foram mais que o dobro (65,1%) das brancas (25,0%). A Hanseníase, doença infecciosa causada por bactéria cuja transmissão está relacionada a condições precárias de moradia e higiene, em 2014, teve 31.064 casos notificados, mais de dois terços (21.554) na população negra. Nos registros de tuberculose, no mesmo ano, 57,5% das pessoas que apresentaram a doença eram negras. “A população negra não é uma população doente”, explica Lúcia Xavier, coordenadora da organização de mulheres negras Criola. “O que acontece é que ela vive com menos qualidade. O Grupo é mais vulnerável às doenças porque está sob maior influência dos determinantes sociais de saúde, ou seja, as condições em que uma pessoa vive e trabalha; a insalubridade, as baixas condições sanitárias às quais está submetida, por exemplo. E a soma desses diversos indicadores de vulnerabilidade aumenta também o risco de perder a vida”, afirma.
Segundo o Ministério da Saúde, atualmente, 80% da população que só tem o SUS como plano de saúde é negra. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (2015), das pessoas que já se sentiram discriminadas nos serviços, por médicos ou outros profissionais de saúde, 13,6% destacam o viés racial da discriminação. A coordenadora de Criola chama atenção para o fato de que o desempenho desigual em saúde tem causas que vão para além das possíveis restrições ou dificuldades no acesso aos serviços públicos. “Estudos mostram que o racismo não é uma questão vinculada especificamente ao SUS. Na rede privada, o racismo também está presente. A diferença nas taxas de mortalidade hospitalar é uma evidência”, observa. Para Lúcia, o enfrentamento ao racismo institucional deve se dar junto com outras medidas de redução das desigualdades raciais. “O combate ao racismo institucional é fundamental para a equidade. Mas a falta de saúde resulta de uma série de outros fatores ligados às práticas racistas. Como um povo que está sujeito a discriminação pode ter melhor qualidade de vida?”, questiona.
Baixa qualidade dos dados
        A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), após sua recente Conferência Sanitária das Américas, em setembro do ano passado, recomendou aos Estados-membros — inclusive o Brasil — que promovam políticas públicas capazes de abordar “a etnicidade como determinante social da saúde”. Para isto, entre outras medidas, também sugeridas pela OPAS, é fundamental: “dispor de dados suficientes e de qualidade, e gerar evidência sobre desigualdades e iniquidades étnicas em saúde para a tomada de decisões políticas”. É justamente o que destacou Fernanda Lopes, representante auxiliar do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil. Para ela, o problema é justamente a não adoção dos dados desagregados como instrumento de gestão. “Ao desagregar os dados por raça/cor as iniquidades ficam evidentes, se estes dados não são utilizados para orientar as políticas, os planos e os programas, as mudanças nas condições de vida e no cuidado não acontecem”. Entre as recomendações da Conferência Sanitária das Américas, está justamente a de que dados e informações desagregadas componham o enfoque étnico na aplicação de estratégias e planos de ação de saúde, de acordo com as realidades nacionais. No Brasil, muito sobre as condições de vida e saúde da juventude negra ainda está por ser conhecido. Este é um dos passos fundamentais para que se alcance as metas da Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável, sem que nenhum jovem seja deixado para trás.
Comentário: Os fatos de altos índices de perdas ocorrerem nas populações negras no Brasil – está na falta de intensificação de exercício de políticas públicas nacionais próprias e conjuntas existentes. Não podemos deixar nos limitar por diferenças de cor e crenças, pois muitas riquezas surgidas no Brasil foram oriundas da expansão de traços de culturas negras africanas. Idealiza-se que apoio na agricultura de plantas medicinais de baixo carbono com tecnologias de baixa impacto, considera como forma de valorizar a etnia a história o saber popular oriundo e prospectar economias de alto valor a camada nobre e cidadã. Negros brasileiros.* WRA/Folha Cultural – Pesquisa de Texto.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019


Pessoas – Água, Saneamento e Saúde no 8º Fórum Mundial da Água.


             O acesso à Água potável e ao Saneamento Básico constitui um direito humano essencial, conforme declaração da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), já que responde pela garantia de Vida e Saúde das populações. Além disso, a tarefa de garantir a disponibilidade e o manejo sustentável da água e do esgotamento sanitário para todos foi constitui um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS 6), estabelecido para 2030. O desafio que significa o atingimento dessa meta em pouco mais que uma Década demandará um esforço extraordinário dos Países, das instituições multilaterais envolvidas com a temática e da Sociedade em geral. Para tanto, faz-se necessário explorar novas formas de superação dos obstáculos existentes, sejam eles de natureza técnica, financeira, de arranjos institucionais e de formas de Cooperação entre Países.

Em plataforma global, UNESCO divulga informações sobre uso de recursos hídricos. Publicado em 21/02/2017

           O Programa Hidrológico Internacional da UNESCO lançou recentemente uma nova plataforma online e aberta com dados sobre ciclos da água, bacias hidrográficas, pluviometria, reservatórios de lençóis freáticos, irrigação e outros temas. Portal permite a usuários criar mapas personalizados com conteúdos sobre diferentes regiões do mundo e informações atualizadas sobre abastecimento, consumo, clima, desafios ecológicos e riscos de desastres.
             Para divulgar informações sobre o uso dos recursos hídricos no mundo, o Programa Hidrológico Internacional — da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) — lançou uma plataforma online e aberta com dados sobre ciclos da água, bacias hidrográficas, pluviometria, reservatórios de lençóis freáticos, irrigação, entre outros temas.
Chamado Water Information Network System (WINS) — ou Sistema de Rede de Informação de Água, em tradução livre —, o Portal começou a funcionar ao final de Janeiro (31/2017). A Página permite a usuários criar mapas personalizados com conteúdos sobre diferentes regiões e países e informações atualizadas sobre abastecimento, consumo, clima, desafios ecológicos, riscos de desastres e outras áreas de conhecimento. A plataforma também oferece espaços virtuais para discussões entre especialistas, representantes de instituições e decisores políticos. O objetivo é contribuir para a cooperação interdisciplinar e para a criação de Redes de interesse no âmbito global. O WINS é alimentado com os conteúdos cientificamente válidos disponibilizados por fontes como a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o Programa conjunto de monitoramento da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a Divisão Estatística da ONU (UNSTAT) e outros parceiros. O Sistema também apresenta iniciativas da UNESCO relacionadas à água, em especial projetos voltados para a conservação do Patrimônio mundial, das reservas da biosfera e dos geoparques globais reconhecidos pela agência da ONU. Acesse o WINS clicando aqui.

O identificar Preconceito...

*Wilson Rodrigues de Andrade

         Há tempos eu e muitos de Nós observamos que a miscigenação do Mundo é inevitável. Do mesmo modo que o Ecumenismo dos Corações deverá caminhar para o bom momento nos tempos vindouros da Humanidade.
        As Criaturas – Nós os co - criadores, não sobreviveram no isolamento. O grande e legítimo anseio é a confraternização geral.  Esta que ignora fronteiras, e segue unindo, apesar dos retrocessos constantes – étnicos e conceitos geográficos, de Sociologia e Filosofia, Religiões, Nações; enfim seres humanos e espirituais. Jesus o Cristo Ecumênico, em sua passagem pela Terra – propagou para todos, que esse é o Caminho...
         O Brasil, Coração do Mundo, com grandes deficiências; mesmo assim incentiva e trabalha pelo respeito às diferenças entre os povos. Um passo para que haja Consciência Humana e Fraternidade mútua é o reconhecimento do Preconceito – às vezes velado, que a maioria nem percebe que pratica.
            O Professor doutor Kabengele Munanga, antropólogo do Centro de Estudos Africanos da Universidade de São Paulo/Brasil, em um programa de TV, comentou: “Como o próprio termo diz, Preconceito é um julgamento preconcebido sobre os outros, os diferentes, sobre os quais não temos na realidade, um bom conhecimento. O Preconceito é um dado praticamente universal, porque todas as culturas o produzem. Não há uma Sociedade que não se defina em relação às outras. E, nessa definição, nos colocamos numa situação, e achamos que somos o centro do mundo; a nossa cultura é a melhor, a nossa visão do mundo é a ideal, a nossa religião é a melhor. Assim, julgamos os outros de um modo negativo. A matéria-prima do Preconceito é a Diferença”.
       E, portanto, acentuo que, é preciso desarraigá-lo, pois no meio do Preconceito surgem os mais tenebrosos tipos de perseguição no Caminho do processo Civilizatório Humana, deste modo, dificultando o estabelecimento da Cultura de Paz no Planeta Terra. * Wilson Rodrigues de Andrade/ Produtor Editorial e Cultural – COMPAZ/Folha Cultural- Set. 2015.

Orixá e Sambas – Enredo...   
              

Escolas pecam pela carnavalização do que deveria ser mistério

                                                                                                             De: Nei Lopes *
       Parece que foi com o Enredo: Festa dos Deuses afro - brasileiros, da Escola de Samba Em Cima da Hora, em 1974, que os enredos sobre orixás e outras divindades africanas viraram moda no carnaval carioca . Tão em moda que, de lá pra cá, no Rio e São Paulo, não há ano em que não se volte ao tema, às vezes em doses triplas. Mas a história vem de mais longe.
   Em 1938, a coreógrafa e bailarina afro-americano Katherine Dunham, então com 28 anos de idade, motivada pelo trabalho da antropóloga, também afro-americano, Zora Neale Huston – que, no mesmo ano, depois de muita pesquisa, publicava o livro Tell My Horse, sobre comunidades negras da Jamaica – viajava pela primeira vez a Cuba. A viagem tinha objetivos declaradamente artísticos, mas acabou ganhando caráter religioso, já que durante sua estada em Havana, Miss Dunham fez-se iniciar na religião dos orixás, lá genericamente chamada santería.
    A partir daí, o trabalho da coreógrafa, que já baseava em séria pesquisa etnográfica fez o mundo reconhecer a beleza e o valor das danças de origem africana, abrindo caminho para a consolidação de uma tradição coreográfica e o surgimento de uma Dança negra contemporânea.
    Em 1952, Katherine Dunham, em visita ao Brasil, foi protagonista de um episódio de discriminação racial vergonhosa, porém de importantes consequências, pois foi o estopim para promulgação da primeira Lei Afonso Arinos. Mas, além disso, sua presença entre nós legitimava as exteriorizações do culto aos orixás jeje- nagôs (oriundo do eixo Nigéria/Benim), fazendo com que danças, trajes cerimoniais, cânticos rituais, atabaques e agogôs saíssem da clandestinidade para chegar aos palcos do teatro musicado.
    Não podemos assegurar; mas, muito provavelmente, levada pelo núcleo dirigente do operoso Teatro Experimental do Negro, à frente o saudoso artista e ativista Abdias Nascimento, Kaye Dunn (seu nome literário) deve Ter conhecido o Terreiro do célebre Joãozinho da Goméia, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. E lá, assim como sua discípula Mercedes Baptista, mãe da Dança afro no Brasil, deve ter assimilado muita matéria-prima para sua Obra.
    A coreógrafa americana certamente sabia que, no Haiti, um dos vocábulos que definem o conceito de Orixá é mystè, forma local para o francês mystère. Porque toda entidade espiritual africana é, em essência, um mistério, um sagrado, um dogma, a ser tratada com respeito, precaução e cautela – atividade da qual, na atualidade, o povo das Escolas de Samba, tanto no Rio quanto em São Paulo, parece que vem se esquecendo.
    Em busca do efeito e desprezando a Essência, as e Escolas dão, desde a fatídica década de 70, grande ênfase aos enredos de temática africana. Mas quase sempre pecam em dois “quesitos”: primeiro, na carnavalização do que deveria ser mistério; depois, na reprodução da falsa ideia de que a História da África sempre se contaria a partir do escravismo, como se nada lá houvesse ocorrido antes da chegada dos primeiros europeus, no Século XV.
    No oitavo Século da Era Cristã, viajantes árabes já se surpreendiam, no oeste africano, com a abundância de ouro, sustentáculo de um centralizado e poderoso império que efetivamente atuava como “intermediário” entre as áreas de produção, ao sul, e as do consumo, ao norte do Saara e às margens do Mediterrâneo. Esse Império era o Antigo Gana, fundado por negros do grupo étnico soninquê, aparentado aos mandingas, o qual, numa sequência histórica, deu lugar aos também poderosos Mali e Songai.
    Igualmente fortes e pujantes foram, antes do escravismo europeu, os Estados Axante (na atual Gana); Ifé, Benin, Oió (Nigéria); Mossi, Dagomba (Burkina Fasso); além, florescidos na Etiópia, no atual Zimbábue, e no antigo Congo, etc.
    A História desses reinos e impérios, com seus heróis e vilões, deuses e demônios, musas e rainhas, bandeiras e estandartes, tambores e chocalhos, está esperando para ser contada nas “avenidas” do Rio e na paulista. Está tudo lá nos oito volumes da História Geral da África, publicada pela UNESCO em parceria com MEC desde 2011, e integralmente disponibilizada na internet.
    Então, meu povão... Escravidão já era! A grande Katherine Dunham e Seu João da Goméia já descansam em paz! Os Orixás também precisam descansar!
    Alô, meu povão, se liga!                     
                                                 * Nei Lopes / Produtor Cultural e Compositor musical

  Pelas Alamedas… Vale afora! Nosso eterno agradecimento entre Páginas Perenes. Nossa Coletânea. *WRA/ Set. 2017.       Mitos Solenes. Gar...