quinta-feira, 7 de julho de 2016

Via UNIC-Rio/ COMPAZ/FC.

Acabar com debate sobre gênero nas escolas brasileiras é ‘retrocesso perigoso’, diz parceiro da ONU

Em entrevista à Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO), a diretora do Instituto Promundo, Tatiana Moura, fala sobre a importância de discutir os papeis de homens e mulheres na sociedade para promover a igualdade de gênero e combater a violência contra o público feminino.
Para especialista, grupos conservadores da sociedade brasileira veem debate de gênero como ‘ameaça’ a modelo hegemônico que subordina mulheres e outros tipos de masculinidade, como a homoafetiva. Consequências são graves e repercutem na educação pública e nas pautas sobre aborto e direitos LGBT.Foto: upslon/Flickr
Foto: upslon/Flickr
Acabar com debates sobre questões de gênero e orientação sexual nas escolas brasileiras é “um retrocesso perigoso” que pode perpetuar ciclos de violência e desigualdade. A conclusão é de Tatiana Moura, Diretora do Instituto Promundo, uma organização não governamental criada em 1997 no Brasil para combater a discriminação contra mulheres através do engajamento de homens e meninos.
Desde sua fundação, a instituição já levou seus projetos para 22 países, como Ruanda, Portugal e República Democrática do Congo, além de firmar parcerias com agências das Nações Unidas, como o Fundo de População da ONU (UNFPA).
Em entrevista ao Observatório de Energias Renováveis para América Latina e Caribe, da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO), Moura contou um pouco sobre sua trajetória profissional e sobre o trabalho do Promundo na busca pelo empoderamento feminino e por mudanças na forma como homens, rapazes e meninos vivem em sociedade.
UNIDO: Primeiro, conte-nos um pouco sobre o longo trabalho que o Promundo desenvolve na questão da igualdade de gênero. Você começou a desenvolvê-lo na universidade, não foi?
Tatiana Moura: A consciência sobre desigualdade de gênero não começa necessariamente na universidade. Acho que desde cedo, na adolescência, muito influenciada pela minha família, majoritariamente feminina), tive consciência de que a igualdade entre mulheres e homens e igualdade de gênero, em geral, não era uma realidade próxima.
Na universidade, sempre me interessei pela corrente feminista das Relações Internacionais e desenvolvi a minha tese de mestrado sobre o papel das mulheres em guerras e pós-guerras (livro Entre Atenas e Esparta. Mulheres, Paz e Conflitos Armados, Almedina, 2005). Desenvolver e aprofundar esta linha de analise só foi possível graças à faculdade onde estudava (FEUC) e aos professores e professoras do mestrado e do curso de RI.
No doutorado, analisei a violência de gênero e patriarcado em contextos de violência urbana enquanto sistema de guerra. Ou seja, analisando o cenário do Rio de Janeiro, um cenário híbrido de paz formal com índices de homicídios semelhantes a contextos de guerra, perguntei: “onde estavam as mulheres?”. Quais os impactos desta violência armada e urbana nas suas vidas? Quais as formas de resiliência e resistência (onde podemos incluir também homens)?
Desta forma, percebi que cenários de violência armada urbana se baseiam em construções identitárias, (envolvendo) hipermasculinidade e feminilidade subordinada, muito próximas às das guerras formais. Daí, ter chamado estes contextos de “novíssimas guerras”, como forma de provocação e exigência de respostas mais inclusivas e eficazes.
UNIDO: O que a trouxe ao Rio?
T.M.: Paralelamente ao doutorado, coordenei projetos de pesquisa no Brasil e na América Latina. Trabalhei com grupos de resistência e busca de justiça – movimento de familiares de vítimas de chacinas no Rio –, conheci várias organizações que dialogam sobre estes mesmos temas e, o que seria 6 meses no Rio, transformou-se em anos. Em 2004, cheguei ao Rio. Estamos em 2016 e eu continuo no Rio, com alguns períodos em Portugal, pelo meio.
Neste percurso de tentar prevenir violência de gênero, seja no espaço privado, seja no público, decidi aprofundar a pesquisa e trabalho sobre masculinidades. E muito em particular, masculinidades contra-hegemônicas, não violentas e equitativas.
Acredito que, se queremos realmente prevenir violência de gênero e contribuir para a gender revolution, devemos olhar para a construção de formas positivas de se ser homem. Afinal, continuam a ser os homens os principais agressores no espaço doméstico, os principais combatentes nas guerras, mas são também os homens que mais morrem em resultado de armas de fogo – em guerras formais e fora delas; que morrem por fatores externos – acidentes no trânsito –, ou por doenças que se poderiam prevenir.
E, em 2011, passei a integrar a equipe do Instituto Promundo no Brasil. Encarei este passo como algo natural no meu percurso, enquanto pesquisadora e ativista feminista.
UNIDO: Você é diretora do Promundo, uma organização não governamental que promove a igualdade de gênero e a prevenção de violência, partindo de transformações de masculinidades. Por que trabalhar com a questão da masculinidade é tão importante?
T.M.: Trabalhar a questão da masculinidade e, em especial a hipermasculinidade ou masculinidade não equitativa e violenta, é essencial para pensarmos e promovermos a prevenção de violência de gênero.
Acreditamos que trabalhar com homens e meninos para transformar normas e dinâmicas de poder desiguais é um fator estratégico para alcançar a equidade de gênero. Para que o empoderamento das mulheres continue avançando, homens e meninos precisam tornar-se aliados no processo, conscientizando-se de que também são beneficiados quando normas prejudiciais de gênero são questionadas. Nossas pesquisas, programas e ações para influenciar políticas públicas (em inglês, advocacy) mostram que a promoção de noções positivas sobre o que significa ser homem ou mulher proporciona melhorias para suas vidas.
Nossas ações buscam gerar transformações em diversos níveis, tais como intervenções em grupos com homens e mulheres, campanhas, metodologias educativas e diálogo com instituições e governos para influenciar políticas e ampliar programas que proporcionem mudanças sociais.
UNIDO: Como surgiu o Promundo e quais são as principais linhas de ação?
T.M.: Com a criação do Instituto Promundo em 1997, no Rio de Janeiro, Brasil, a Equipe do Promundo iniciou um legado de atuação no país. A primeira sede da organização é reconhecida internacionalmente por desenvolver pesquisas, metodologias, intervenções comunitárias e ações de incidência política no Brasil, na América Latina e em países de língua portuguesa, que são avaliadas e disseminadas mundialmente.
Desde sua fundação, o Promundo ampliou sua atuação para diversos países do mundo, a fim de contribuir com o avanço da equidade de gênero. Além de realizar campanhas e grupos educativos em contextos de pós-conflito, trabalhamos com grupos de terapia que criam espaços seguros para que homens e mulheres se recuperem de traumas.
Atualmente, já adaptamos nossas metodologias em mais de 22 Países. E temos escritórios no Rio, Washington D.C., Kigali (Ruanda), Kinshasa (República Democrática do Congo) e em Coimbra (Portugal, associado ao Centro de Estuados Sociais da Universidade de Coimbra).
Grandes organizações incluindo a Organização das Nações Unidas, o Banco Mundial, a Organização Mundial de Saúde e governos nacionais, já apoiaram nossa causa, trabalhando como parceiros em nossas iniciativas ou adotando nossos programas e implementando-os em inúmeras comunidades em todo o mundo.
O Promundo é financiado por governos nacionais e locais, fundações, organismos internacionais, grandes organizações não governamentais e por meio de doações individuais.
UNIDO: A instituição está em diversos países. A luta pela igualdade de gênero pode ser analisada de diferentes perspectivas nestes países em que a instituição atua?
T.M.: Cada país tem questões urgentes específicas, como resultado da sua história (guerra, pós-guerra, violência urbana, questões legais e respeito por direitos humanos, etc). No entanto, o fato de usarmos as nossas metodologias, com adaptações a cada contexto, mostra que, na base, os problemas são comuns.
Os homens são considerados os principais provedores da família, as mulheres assumem o trabalho não remunerado do cuidado e das tarefas domesticas; as questões de paternidade –leis e práticas – estão, ainda, longe de ser equitativas; a violência tem, majoritariamente, um rosto masculino.
Podemos dizer que em nenhum país onde trabalhamos a igualdade de gênero, isso é uma realidade. E, portanto, a luta e as estratégias para alcançar essa igualdade são as mesmas, tentando dar resposta a questões nacionais especificas.
UNIDO: Há algum país que seria modelo na luta pela igualdade de gênero ou cada um possui diferentes formas de exprimir esta diferença?
T.M.: Se existir algum país onde a igualdade salarial é uma realidade, onde a divisão das tarefas domésticas e de cuidado é equitativa, onde nenhuma mulher sofra assédio e violência, onde as crianças não sejam vítimas de castigos físicos e humilhantes, onde a escolaridade mínima seja obrigatória e livre para todos os meninos e meninas, etc… esse país seria um modelo de sucesso dos séculos de luta pela igualdade. Não me parece que exista. Mas podemos, no entanto, identificar países que fizeram grandes progressos no caminho pela igualdade, como os países nórdicos na Europa, com as licenças parentais.
UNIDO: Vamos falar um pouco sobre o Brasil. Qual é a maior fragilidade do país na questão de igualdade de gênero?
T.M.: Justamente não querer falar sobre igualdade de gênero, o país passa por um momento de enormes retrocessos nesse tema, ao considerar que gênero, enquanto parte do currículo dos jovens nas escolas, é algo negativo. A existência de propostas – que em algumas partes do país já são realidade – que visam a retirar debates sobre gênero, orientação sexual e equidade das escolas representam um retrocesso perigoso no Brasil.
O Promundo realizou estudos onde percebemos que existe transmissão intergeracional de violência. O que significa isto? Significa que homens que, quando crianças, foram testemunhas de violência na esfera doméstica – do pai sobre a mãe ou do parceiro masculino sobre a mãe –  têm maior probabilidade de usar violência contra a parceira intima na idade adulta.
Ao mesmo tempo, percebemos que homens que, em criança, viveram em um lar mais equitativo, com pai participativo nas tarefas domésticas e de cuidado, reportam atitudes mais equitativas de gênero e menos violentas.
Ao evitarmos o debate sobre o tema, estamos (contribuindo) a perpetuar ciclos de violência que poderiam ser quebrados. A equidade de gênero – e os debates sobre ela desde cedo, na infância e adolescência – é encarada pelos grupos mais conservadores no Brasil como um desafio e ameaça à perpetuação de uma hipervirilidade e masculinidade hegemônica que subordina e subalterniza outros tipos de masculinidade – não violenta, homoafetiva, etc – e as mulheres em geral.
Este tipo de proposta se reflete em vários níveis da sociedade – ver questão do aborto e escolas públicas, direitos LGBT, etc – e terá consequências graves de médio e longo prazo, sem dúvida.
UNIDO: Há algum ponto em que o país tem se destacado no enfrentamento da questão?
T.M.: Em nível legislativo, o Brasil foi o primeiro país da América Latina e do mundo a criar as DEAMs, delegacias especializadas de atendimento à mulher, em 1985, em pleno processo de redemocratização do país. Criou, também, a Lei Maria da Penha que prevê a realização de grupos reflexivos para homens autores de violência, indo além de políticas meramente punitivas e repressivas que não pressupõem a quebra de ciclos de violência.
Movimentos sociais: o Brasil é exemplo global em termos de ativismo e movimentos sociais. Criou o FSM (Fórum Social Mundial), foi exemplo no combate à Aids e, desde 2013, vive o que se tem chamado, internacionalmente, de Primavera das Mulheres – ou feminista, porque homens também fizeram parte dela –, com destaque para os movimentos de mulheres mais jovens, negras, que se reinventaram e ganharam protagonismo.

Mulher e mercado de trabalho

UNIDO: Que tipo de empoderamento as mulheres ainda têm a conquistar para terem as mesmas possibilidades que os homens no mercado de trabalho?
T.M.: Eu colocaria a questão de outra forma: que tipo de ações os homens podem fazer e que espaços devem ocupar para que as mulheres tenham as mesmas possibilidades dos homens no mercado de trabalho?
As mulheres ocupam já 40%-50% do trabalho formal e remunerado no mundo. Mas os homens estão longe de assumir a mesma proporção do trabalho não remunerado que é, na sua maioria, ligado ao cuidado e tarefas domésticas. Enquanto esse desequilíbrio se mantiver, as mulheres terão um peso duplo e as possibilidades de progressão na carreira ou de ter melhores condições diminuem.
UNIDO: Quais são as principais lutas e conquistas sobre a questão da igualdade de gênero nas questões laborais?
T.M.: Nos últimos 20 anos, muita coisa mudou em relação às tendências no campo da paternidade, cuidado e trabalho doméstico não remunerado. No entanto, embora as mulheres representem atualmente 40% da força de trabalho remunerada e 50% da produção de alimentos no mundo, em média, elas ainda passam de duas a dez vezes mais tempo cuidando de uma criança ou pessoa mais velha do que os homens.
Apesar disso, o envolvimento de homens na prestação de cuidados está apenas começando a ser reconhecida como uma forma importante e abrangente para se avançar com a agenda da igualdade de gênero.
Usando dados completos sobre o envolvimento dos homens no cuidado e saúde materna e infantil e sobre as conexões entre paternidade e violência, bem como (sobre a) inserção das mulheres no mercado de trabalho, o Promundo tenta fornecer a base para iniciativas sociais, políticas e de saúde; ampla mudança institucional e sensibilização do público para promover uma transformação sobre paternidade equitativa e envolvida.
Para promover a equidade de gênero por meio de programas de desenvolvimento econômico em países de baixa ou média renda, o Promundo trabalha com iniciativas de empoderamento econômico de mulheres, envolvendo homens e meninos como aliados neste processo, para que compreendam os efeitos positivos do deslocamento dos papeis de gênero nas relações familiares e econômicas.
Por causa desse trabalho, estamos percebendo mais equidade nas relações e aumento nas rendas de famílias que participam de programas de desenvolvimento econômico. Um exemplo recente foi uma parceria com ONU Mulheres, no Brasil, para realizar grupos reflexivos sobre normas de gênero com casais beneficiários do programa Bolsa Família.
Por Marcelo Valadares.
Folha Cultura/FC/16. LavaJato...
Matéria no jornal Gazeta do Povo analisa como a ‪#‎LavaJato "surge como instrumento para o debate da reforma política"
"A Lava Jato escancarou para os brasileiros a maneira como a política é feita no País”. 'Nosso sistema político é criminógeno, gera criminalidade', diz o Procurador do Ministério Público Federal (MPF) Carlos Lima, que faz parte da força-tarefa da operação.
Além de deixar às claras a maneira como os políticos costumam negociar apoios e conseguir recursos para financiar campanhas e partidos, a Lava Jato trouxe importantes aprendizados para o país. 'A principal lição é o fim da impunidade. Nós descobrimos com a Lava Jato que não existem pessoas intocáveis no Brasil', diz o cientista político Marcos Coimbra.
Veja a matéria completa aqui: http://www.gazetadopovo.com.br/

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Via UNIC-Rio/COMPAZ/FC

Rio de Janeiro: ACNUR e parceiros realizam em,16/Junho... seminário sobre refugiados no Brasil e no mundo

Seminário “Vozes do Refúgio: Dados Globais, Olhares Locais” entrada gratuita no Museu do Amanhã, na Praça Mauá da capital fluminense. Evento contou com participação de refugiados da Síria, República Democrática do Congo e Colômbia. 
Centenas de refugiados e migrantes a bordo de um barco de pesca momentos antes de serem resgatados pela Marinha italiana, como parte de sua operação Mare Nostrum, de junho de 2014. Foto: Marinha italiana/Massimo Sestini
Centenas de refugiados e migrantes a bordo de um barco de pesca momentos antes de serem resgatados pela Marinha italiana, como parte de sua operação Mare Nostrum, de junho de 2014. Foto: Marinha italiana/Massimo Sestini
Em celebração ao Dia Mundial do Refugiado — comemorado na próxima segunda-feira (20) —, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a Cáritas Arquidiocesana do Rio de Janeiro e o Museu do Amanhã realizam nesta quinta-feira (16) um seminário sobre a situação dos refugiados no mundo e no Brasil, com a participação de especialistas da área e de refugiados de diferentes nacionalidades.
O Seminário “Vozes do Refúgio: Dados Globais, Olhares Locais”  no Auditório do Museu do Amanhã, a partir das 14hs, na Praça Mauá, na capital fluminense.
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site do Museu. Clique aqui para se inscrever.
Duas mesas serão formadas para debater com o público as diferentes perspectivas da temática do refúgio. Na primeira mesa serão apresentadas as visões globais e nacionais sobre os fluxos, motivações e consequências do refúgio, com a participação do oficial de proteção do ACNUR, Gabriel Godoy; a coordenadora-geral do Comitê Nacional para Refugiados (CONARE/MJ), Maria Beatriz Nogueira; a coordenadora de atendimento da Cáritas Rio, Aline Thuller; e a profa. Ângela Facundo, da Casa de Rui Barbosa.
Já a segunda mesa será composta exclusivamente por refugiados e refugiadas da República Democrática do Congo, Colômbia e Síria que, além de responder às perguntas do público, apresentarão suas experiências e opiniões sobre temas como diversidade e discriminação, gênero e infância, trabalho e acesso à educação.
Para encerrar o seminário, haverá uma apresentação artística de um coral de congolesas composto por cantoras e músicos.
Mais informações sobre o seminário “Vozes do Refúgio” podem ser obtidas pelo telefone (21) 3626-3700 ou pelo e-mail carolina.bellei@cdn.com.br.
Serviço:
Seminário “Vozes do Refúgio: dados globais, olhares locais”
Data: dia 16 de junho de 2016
Horário: 14hs às 17hs
Local: Auditório do Museu do Amanhã (Praça Mauá, centro do Rio de Janeiro)

Entrada gratuita mediante inscrição pelo site do Museu do Amanhã.

Feira cultural

A parceria entre ACNUR, Caritas Rio e Museu do Amanhã promoverá ainda, no próximo sábado (18), uma feira gastronômica e de artesanato na Praça Mauá, reunindo refugiados e moradores da região portuária que integram o grupo Sabores do Porto e Artesanato do Porto.
Esses grupos, que já expõem os seus trabalhos nas praças da região, receberão pela primeira vez os refugiados e suas tradições, tanto na culinária quanto na fabricação de objetos artesanais.
Será uma excelente oportunidade para que a população e os visitantes do Museu possam conhecer novas culturas, além de permitir aos refugiados travar novas relações de afeto e de trabalho, a partir desse encontro com os moradores.

Sobre o Dia Mundial do Refugiado

Desde 2001, o Dia Mundial do Refugiado é celebrado em 20 de junho, de acordo com resolução aprovada pela Assembleia Geral das Nações Unidas. Para o ACNUR, a data é uma oportunidade para celebrar a coragem, a resistência e a força de todos os homens, mulheres e crianças forçados a deixar suas casas por causa de guerras, conflitos e perseguições. Estas pessoas deixam tudo para trás – exceto a esperança e o sonho de um futuro mais seguro.
No Brasil, a agência da ONU e seus parceiros estão promovendo diversos eventos em diferentes partes do país para conscientizar brasileiros sobre os desafios enfrentados por refugiados que vivem por aqui.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Via UNIC-Rio/COMPAZ-FC

Secretário-Geral da ONU lamenta falecimento do mensageiro da paz da ONU, Muhammad Ali

O renomado boxeador visitou a Sede das Nações Unidas no final dos anos 1970 para promover a campanha contra o apartheid e a injustiça racial; acesse aqui o vídeo.
O Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, disse no sábado (4/06/16) estar “profundamente triste” após saber do falecimento de Muhammad Ali. Ban estendeu suas condolências à família de Ali e aos muitos milhões de fãs pelo mundo. Ele faleceu na última sexta-feira (3).
“Ali era muito mais do que um lendário boxeador; ele era um campeão mundial pela igualdade e pela paz. Com uma combinação incomparável de princípio, charme, humor e graça, lutou por um mundo melhor e usou sua plataforma para ajudar a humanidade a se erguer”, destacou Ban em um comunicado emitido por seu porta-voz.
Nomeado Mensageiro da Paz das Nações Unidas em 1998, Ali viajou o mundo para apoiar as crianças e outras pessoas envolvidas em conflitos, promovendo a reconciliação entre as pessoas e as nações.
Bem antes de assumir este papel, ele visitou a sede das Nações Unidas em Nova York, em 1978, para promover a campanha contra o apartheid e a injustiça racial. Ele participou de uma reunião do Comitê Especial da ONU contra o apartheid levando uma mensagem de paz e espiritualidade.
“O Secretário-Geral [Ban Ki-moon] teve a honra de se unir a Ali na abertura dos Jogos Olímpicos de Verão de 2012 em Londres. Ele se recorda da força, do humor e da capacidade de unir as pessoas de Ali”, disse o comunicado.
Ban acrescentou que a ONU é grata por ter se beneficiado da vida e obra “de um dos grandes ativistas humanitários e defensores dos direitos humanos do século passado em favor da paz e da compreensão mútua”.
Fora dos ringues, passou a maior parte de seu tempo se dedicando à busca da paz. Muhammad Ali (1942-2016) foi um defensor incansável das pessoas em necessidade em todo o mundo, sobretudo na África e na Ásia, ao apoiar causas e iniciativas de desenvolvimento e ajuda humanitária, como fornecimento de alimentos e suprimentos médicos para hospitais, crianças de rua e orfanatos.

domingo, 29 de maio de 2016

Reflexão/ Pela Cultura de Paz - COMPAZ/FC.

        
       A pobreza que persiste como forma de Desigualdade Econômica, Social e Cultural (dentro de nossas Comunidades em âmbito: Nacional / Internacional/ Local), prejudica os esforços para melhoramento da Qualidade de Vida de centenas de milhares de pessoas, e em especial na condição das Mulheres.
     A pobreza, também, está relacionada ao uso insustentável da Terra, e da Água, e a grave degradação ambiental.
     Pobreza. Principal desafio ao Desenvolvimento Humano, apesar de Décadas de esforços desenvolvimentistas. 
                     Wilson Rodrigues de Andrade/Produtor Editorial - Folha Cultural/FC. 2015


terça-feira, 24 de maio de 2016

Via UNIC-Rio/ COMPAZ/FC.

Cinema pode mostrar importância do trabalho humanitário, diz Ban sobre novo filme de Sean Penn

Ao assistir ao novo filme dirigido por Sean Penn, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, enfatizou no domingo -19/Maio/2016, a importância da indústria do entretenimento para ajudar a levantar discussões sobre as questões humanitárias no mundo.
Projeção do filme ocorreu às vésperas do início da Cúpula Mundial Humanitária, que começou nesta segunda-feira (23).
O ator norte-americano Sean Penn. Foto: Wikimedia Commons
O ator norte-americano Sean Penn. Foto: Wikimedia Commons
Ao assistir ao novo filme do ator Sean Penn como diretor, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, enfatizou no domingo (19) a importância da indústria do entretenimento para ajudar a levantar discussões sobre as questões humanitárias no mundo.
“Quando temos uma estrela global, a mensagem pode ir mais longe, sem limites”, disse Ban aos espectadores convidados à première do novo filme dirigido por Sean Penn, “The Last Face”.
Projetado às vésperas da abertura da Cúpula Mundial Humanitária, que ocorre em Istambul, na Turquia — conferência de dois dias dedicada a encontrar formas mais efetiva de aliviar e evitar o sofrimento dos mais vulneráveis —, o filme tem Charlize Theron e Javier Bardem no elenco, no papel de trabalhadores humanitários em dificuldades durante uma revolta civil em um país africano.
“O principal propósito de realizar a Cúpula Mundial Humanitária pela primeira vez na história das Nações Unidas é levantar (o alerta) sobre a importância, a seriedade, a urgência e a gravidade da situação”, disse Ban, acrescentando que líderes globais precisam se comprometer com ações globais.
Ele lembrou a visita ao Haiti depois do devastador terremoto de 2010, quando se encontrou com dezenas de milhares de pessoas vivendo sob condições extremamente difíceis em tendas temporárias. Em meio ao caos, notou um homem que tentava ajudar as vítimas. Não o reconheceu imediatamente, mas mais tarde ficou sabendo se tratar de Sean Penn.
“Eu não esperava ver uma celebridade, uma estrela de cinema mundial, no meio de tantos refugiados e deslocados. Fiquei emocionado”, disse Ban ao público, que aplaudiu. “Quando fui pela segunda vez (ao Haiti) ele ainda estava lá”, completou.
Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon (direita) chega com o ator, diretor e ativista humanitário Sean Penn para a projeção de seu filme "The Last Face". Foto: ONU
Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon (direita), chega com o ator, diretor e ativista humanitário Sean Penn para a projeção do filme “The Last Face”. Foto: ONU
Nesta segunda-feira (24/Maio/2016), o Secretário-Geral da ONU reuniu-se com outras celebridades na abertura da cúpula, entre elas Forest Whitaker, enviado da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) para a Paz e a Reconciliação.
Juntos, eles pediram aos líderes mundiais que se comprometam às cinco principais responsabilidades relacionadas à Agenda para a Humanidade da ONU: evitar e pôr fim aos conflitos; respeitar as leis de guerra; não deixar ninguém para trás; trabalhar de formas diferentes para acabar com as necessidades humanitárias e investir na humanidade.
A partir desta segunda-feira, a cúpula reunirá pessoas interessadas em promover o sistema humanitário global. A expectativa é que o evento receba mais de 6 mil participantes.

Cúpula é tomada de consciência para questão humanitária

Algumas horas antes da abertura da primeira Cúpula Mundial Humanitária, autoridades das Nações Unidas enfatizaram no domingo (22) que o evento servirá como uma tomada de consciência para a ação em prol da humanidade, com o lançamento de novas iniciativas.
“Existe uma enorme necessidade de mostrarmos solidariedades àqueles que foram afetados por desastres naturais e desastres promovidos por humanos”, disse o vice-secretário-geral da ONU, Jan Eliasson, a jornalistas em coletiva de imprensa em Istambul.
“Esta conferência é sobre as vítimas, e sobre conseguirmos uma forma mais efetiva de ajudá-las”, completou, lembrando suas visitas recentes ao Nepal e ao Vietnã, onde se encontrou com comunidades vulneráveis para saber mais sobre suas necessidades.

  Trabalho/Obra | *WRA.                                                                                                                     ...