quarta-feira, 18 de maio de 2016

No Dia Internacional dos Museus, ONU destaca importância desses espaços para a Cultura. Publicado em 18/05/2016 / UNIC-Rio.

A ONU lembra em 18 de maio o Dia Internacional dos Museus, e destaca a importância desses espaços para a promoção do diálogo e do desenvolvimento cultural.
Segundo a Organização Não- Governamental Conselho Internacional dos Museus, a adesão ao evento tem aumentado entre os museus de todo o mundo, sendo que em 2015, mais de 35 mil museus de cerca, de 145 Países participaram das celebrações.

Museu Sacro-histórico de Tiradentes, em Sebollas, Distrito de Paraíba do Sul- Estado do Rio de Janeiro-Brasil

...Trilha da Liberdade...
Fazer o trajeto da Estrada Real, o Caminho Novo e o Caminho do Meio – experiência  de muitos, em nossos dias, roteiro- aventura e turístico- cultural; sentimento dos envolvidos com a história. Traçado de nosso Povo.
        Povoado ao longo do percurso emociona os viajantes: e –, em Sebollas, é certamente o lugar que mais impressiona pela exuberância da localidade, o seu povo gentil e hospitaleiro. Aqui se sente o clima da história.
      O Museu Sacro - Histórico de Tiradentes ( localizado no Paço Cultural/Memorial – em Sebollas) , 0 Alferes  Xavier , a casa de sua amada  Anna Mariana Barboza, retratada em Quadro na entrada do rústico imóvel . Seu desejo foi atendido ( a perna de Tiradentes ) ,enterrada junto a seu corpo .

         “Generosidade de um povo, traços de uma Época emblemática para a posteridade/ Reencontrar no alvorecer da Paz. /Brisa, eloquente clima recanto do estandarte  amado / Na suave relva que saudade traz. Trilha da Liberdade” (WRA/Fev.12)   

A ONU lembra em 18 de Maio o Dia Internacional dos Museus, e destaca a importância desses espaços na promoção do diálogo e do desenvolvimento cultural. Segundo a Organização Não-Governamental Conselho Internacional dos Museus, a adesão ao evento tem aumentado entre os Museus de todo o mundo, sendo que em 2015, mais de 35 mil Museus de cerca, de 145 Países participaram das celebrações.
O Dia Internacional dos Museus foi estabelecido em 1977, com a adoção de uma resolução da Assembleia Geral do Conselho Internacional dos Museus, em Moscou, na Rússia, para criar um evento anual “com o objetivo de avançar na unificação de aspirações criativas e no esforço de atrair a atenção do público para sua atividade”. Neste dia, os Museus participantes organizam eventos e atividades relacionadas ao assunto.
O Tema de 2016: “Museus e Paisagens Culturais”, contemplam natureza e história.  Tem por objetivo reconhecer que os indivíduos e as comunidades não são os únicos responsáveis por proteger e melhorar as paisagens culturais. Essa tarefa também é dos Museus, em seu papel de guardiões do legado material e imaterial de tais territórios.
Os museus sempre ocuparam um lugar vital na Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). Em novembro de 2015, a 38ª Conferência Geral da UNESCO adotou de forma unânime a recomendação relacionada à Proteção e Promoção de Museus e Coleções. Esse instrumento reflete o compromisso da Agência e seus Estados-membros em promover o papel e a diversidade dos Museus e Coleções, em consonância com a missão do Dia Internacional dos Museus.

Com o objetivo de aumentar a difusão da recomendação, a UNESCO está organizando um Fórum de Alto Nível sobre Museus, que ocorrerá na cidade de Shenzhen, na China, em 2016. O fórum servirá como um laboratório de ideias que ajudará a gerar abordagens sobre inovação e planos de ação para fortalecer o papel dos museus como vetores para o diálogo intercultural e o Desenvolvimento Sustentável. UNIC-Rio-C/Folha Cultural

terça-feira, 17 de maio de 2016

Via UNIC-Rio/COMPAZ/FC.

ACNUR: Universidade Federal de São Carlos abre inscrições de vestibular para refugiados

Universidade utilizará resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) como critério de seleção. Entre as formações oferecidas estão graduações em ciências tecnológicas, exatas, biológicas, da saúde, da educação e humanas. Vestibular é atividade vinculada à Cátedra Sérgio Vieira de Mello, uma iniciativa da Agência da ONU para Refugiados em parceria com instituições de ensino superior.
Refugiados que vivem no Brasil podem se inscrever em vestibular específico para graduações da Universidade Federal de São Carlos. Foto: Cáritas Arquidiocesana de São Paulo
Refugiados que vivem no Brasil podem se inscrever em vestibular específico para graduações da Universidade Federal de São Carlos. Foto: Cáritas Arquidiocesana de São Paulo
Estão abertas as inscrições para o vestibular da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) voltado para refugiados que vivem no Brasil. As inscrições para o ano letivo de 2017 podem ser feitas até o dia: 2 de setembro de 2016.
Para fazer a inscrição, é necessário que o candidato comprove a condição de refugiado por meio de documentação emitida pelo Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE) — órgão vinculado ao Ministério da Justiça — e que já tenha concluído o nível de Ensino Médio ou equivalente.
Os cursos oferecidos são de graduação e as aulas são presenciais. As vagas são ofertadas para os campi de São Carlos, Araras, Sorocaba e Lagoa do Sino — todos localizados no interior do estado de São Paulo.
Entre as formações oferecidas, estão graduações em ciências tecnológicas, exatas, biológicas, da saúde, da educação e humanas. Clique aqui para ter acesso à relação de todos os cursos de graduação oferecidos.
Pelo segundo ano consecutivo, a UFSCar utilizará os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) como critério de seleção. Serão aceitos os pedidos de inscrição de candidatos que tenham participado das edições do Enem de 2012 até a edição de 2016.
Os refugiados que não tenham participado das edições do ENEM desde 2012 devem fazer suas inscrições para o ENEM 2016 entre os dias 9 e 20 de maio, pela internet, e realizar o exame que será aplicado nos dias 5 e 6 de outubro, em todo o país.
O edital ainda prevê que, caso não haja candidatos classificados por meio do ENEM, a UFSCar poderá divulgar os cursos/vagas que não foram preenchidos e fará uma seleção simplificada. Para acessar o edital publicado no Diário Oficial da União, clique aqui.
O vestibular para refugiados é uma das atividades que a UFSCar promove no âmbito da Cátedra Sérgio Vieira de Mello (CSVM) — uma iniciativa implementada no Brasil pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e que conta com a participação de diversas outras instituições de ensino superior.
O processo seletivo para refugiados na UFSCar foi implementado com base na Convenção das Nações Unidas sobre o Estatuto dos Refugiados, de 1951, e a Lei brasileira 9474/97, que regulamenta o refúgio no Brasil. A norma interna da UFSCar que trata desse assunto é a Portaria GR nº 941/08.

Sobre a CSVM

Implantada a partir de 2003 em toda a América Latina, a Cátedra Sérgio Vieira de Mello (CSVM) tem como objetivo difundir o Direito Internacional dos Refugiados e promover a formação acadêmica e a capacitação de professores e estudantes nestes temas. Seu nome é uma homenagem ao brasileiro Sérgio Vieira de Mello — morto no Iraque naquele mesmo ano — que dedicou grande parte de sua carreira nas Nações Unidas ao trabalho com refugiados.
No Brasil, participam da Cátedra universidades públicas, privadas, leigas e confessionais e o projeto incorporou uma nova vertente: o trabalho direto com os refugiados. Sendo assim, o atendimento solidário aos refugiados foi definido como nova prioridade, juntamente a produção de conhecimento acadêmico. De fato, várias das universidades associadas já desenvolvem diversas linhas de pesquisa sobre a proteção internacional de refugiados e também oferecem serviços comunitários a esta população.
Mais informações:
Coordenadoria de Ingresso na Graduação
Telefone: (16) 3351-8152
www.ingresso.ufscar.br

segunda-feira, 16 de maio de 2016

O Sacro Ofício  

  
       Quem consagra seu trabalho a uma causa maior age mais, sofre decepções, não consegue dormir algumas noites, e, muitas vezes, tornam-se tenso e assustado.  Alguns dizem: “Coitado, olha o sacrifício que fulano está fazendo”. E vão para o trabalho, cumprem oito horas diárias, ficam esperando o fim de semana, “Mas não me sacrifico no trabalho”, dizem. Aquele que dedicou o serviço à causa maior sabe o que quer dizer sacrifício: fusão de sacro e ofício, ou seja, trabalho sagrado. Então, apesar das dificuldades, o que faz tem um sentido, e sua vida não se resume a esperar um fim de semana, que passa logo. COMPAZ/Folha Cultural.
                          
     O cantor Milton Nascimento, brasileiro, de 73 anos, viajou para Boston, em Massachusetts, nos Estados Unidos, em 04 de Maio de 2016, para receber o título de doutor honoris causa em música a convite da Berklee College of Music, faculdade independente de música fundada em 1945.
A assessoria de imprensa do cantor confirmou ao G1 que ele está lá para conhecer a Escola antes de participar da Cerimônia de formatura dos alunos da turma de 2016, na sexta-feira, 6 e receber o título em um próximo momento de  outra Cerimônia, que aconteceu no sábado ,7.

O comunicado da Berklee College of Music foi inicialmente divulgado em uma página no Facebook dedicada ao cantor por fãs, junto com uma foto dele em um avião.

A Cultura.  Nossa Gente pela utopia brasileira.

                                                                          De: * Wilson Rodrigues de Andrade

Praticamente todos os grandes analistas da Nação brasileira, a começar por Joaquim Nabuco (Diplomata Escritor brasileiro) e culminar com o Antropólogo, Darcy Ribeiro tinham os olhos voltados para o passado – como se formou este tipo de Sociedade que temos com características indígenas, negras, ibéricas, europeias e asiáticas. Foram detalhistas, a exemplo do Sociólogo, Gilberto Freyre, mas não dirigiam os olhos para frente – que utopia nos move e como vamos concretizá-la historicamente.
Todos os Países que se firmaram, projetaram seu Sonho maior, e bem ou mal o realizaram, às vezes, como os Países europeus, penalizando pela colonização, outros Povos na África, na América Latina e na Ásia. Geralmente é num contexto de crise que se elabora a utopia, como forma de encontrar uma saída. O Celso Furtado que além de um renomado economista era um agudo observador da Cultura nos diz num livro que deve ser meditado pelos que se interessam pelo futuro do País: “Brasil – a construção interrompida”/ “Falta-nos a experiência de provas cruciais, como as que conheceram outros povos cuja sobrevivência chegou estar ameaçada”(1992, p.35). Não nos faltaram situações críticas que seriam as chances para elaborar a nossa utopia. Mas as forças conservadoras e reacionárias “se empenharam em interromper o nosso Processo Histórico de formação de um Estado-Nação”(p.35), por medo de perder seus privilégios.
E, assim ficamos apenas com um Brasil do imaginário, gentil, forte, grande, a província de potencial inexplorado. Mas fomos impedidos de construir um Brasil real que integrasse minimamente a todos, multicultural, tolerante e até místico.
Deve partir de cada um de Nós, e nos oferecer o desafio de construir esta utopia. Confabular as nossas ações neste Setor.  Deve ser a partir de algo tipicamente nosso, que tenha raízes em nossa história. Esse patamar básico é a Nossa Cultura, especialmente a Nossa Cultura Popular. Como diz Celso Furtado – “desprezados pelas elites, os valores da cultura popular procedem  seu caldeamento com considerável autonomia em face das culturas dominantes”(O longo amanhecer, 1999, p.65). O que faz o Brasil ser Brasil é a autonomia criativa da cultura de raiz popular. Nossa Gente a atuar em nossos Palcos encantados por entre esta imensidão de Brasil de toda Gente. A Cultura aqui deve ser  vista como um Sistema de valores e de projetos de povo. A Cultura se move na lógica dos fins e dos grandes símbolos e relatos que dão sentido à Vida de um Povo. Ela é perpassada pela razão cordial e contrasta com a lógica fria dos meios, inerente à razão instrumental-analítica – ou, seja, visa à acumulação material. Esta última predominou e nos fez apenas imitadores secundários dos Países tecnicamente mais avançados. A Cultura segue outra lógica, ligada à Vida, esta  que vale mais que a acumulação de bens materiais.
O filósofo e economista Gianetti, em suas obras, viu a fecundidade de nossa Cultura para elaborar o Sonho brasileiro. Mas ninguém melhor que o cientista social Luiz Gonzaga de Souza Lima, em seu ainda não reconhecido livro: “A Refundação do Brasil: rumo à sociedade biocentrada” /2011, onde sistematiza o ponto principal da Cultura Brasileira como a facilitadora da utopia do Brasil e de nossa identidade regionalizada.
A Nossa Cultura, admirada já no mundo inteiro, nos permite refundar o Brasil que significa –“ter a vida como a coisa mais importante do sistema social... é construir uma Organização Social que busque e promova a Felicidade, a Alegria, a Solidariedade, a Partilha, a defesa comum, a união na necessidade, o vínculo, o compromisso com a Vida de todos. Uma Organização Social que inclua todos os seus membros, que elimine e impeça a exclusão de todos os tipos e em todos os níveis”(p.266).
A solução para o Brasil não se encontra na economia como o sistema dominante nos quer fazer crer, mas na vivência de seu modo de ser aberto, afetuoso, alegre, amigo da Vida. A razão instrumental nos ajudou a criar uma infraestrutura básica sempre indispensável. Mas o principal foi colocar as bases para uma Biocivilização que celebra a Vida, que convive com a pluralidade das manifestações, dotada de incrível capacidade de integrar, de sintetizar e de criar Espaços, e nestes nos sentimos mais humanizados.

Pela Cultura, não feita para o mercado, e sim, para ser vivida e celebrada, poderemos antecipar, um pouco pelo menos, o que poderá ser uma humanidade globalizada que sente a Terra como grande Mãe e Casa Comum. O Sonho maior, a Nossa utopia, é a comensalidade – sentarmos juntos à mesa e desfrutar a alegria de conviver amigavelmente e de saborear os bons frutos do grande e generoso Chão,  da Diversidade para o Desenvolvimento no contexto artístico e cultural, em prol da brasilidade de Nossa Gente. ( Reflexão de: *Wilson Rodrigues de Andrade/Produtor Cultural/16)

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Via UNIC-Rio/COMPAZ-FC.

PMA apoia missão de estudos do Governo de Gana no Brasil sobre políticas sociais

Programas brasileiros de aquisição de alimentos e de alimentação escolar servirão de modelo para aprimorar estratégias de proteção social em Gana.

Representantes do governo de Gana chegam hoje (27) a Brasília para a segunda rodada da missão de estudos sobre políticas de segurança alimentar e nutricional. O Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos (PMA) organiza entre os dias 20 e 31 de agosto a visita de membros dos Ministérios da Educação, Governo Local e Desenvolvimento Rural e Agricultura, além de representantes dos escritórios do PMA às iniciativas brasileiras de promoção da alimentação escolar e agricultura familiar.
Localizado no Oeste da África, Gana atualmente mantém projetos de cooperação com o Brasil, sobretudo para a difusão da agricultura familiar.  O Governo de Gana pretende integrar a alimentação escolar às demais políticas sociais. A missão veio ao Brasil para trocar experiências sobre o modelo de proteção social brasileiro e, assim, elaborar uma estratégia para aprimorar o existente Programa Nacional de Alimentação Escolar de Gana que atende 1 milhão e 300 mil crianças em mais de 3 mil escolas. O objetivo principal é direcionar 80% do gasto com alimentação para as comunidades locais, fazendo dos exemplos brasileiros como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) instrumentos de aprendizado.
Desde 2006, o Programa Mundial de Alimentos apoia iniciativas de alimentação escolar em Gana. O PMA fornece hoje merendas para 150 mil alunos do ensino fundamental em mais de 500 escolas no país e ainda incentiva a compra local de alimentos de pequenos agricultores através da iniciativa Purchase for Progress (P4P). “A contribuição do PMA é ajudar o desenvolvimento desses países por meio de transferência de conhecimento sobre programas  que estão dando certo, como é o caso do Brasil”, explica Daniel Balaban, Diretor do Centro de Excelência contra a Fome em Brasília.
Durante a segunda fase em Brasília, a missão vai participar do IV Seminário Internacional: Políticas Sociais para o Desenvolvimento, promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). Na agenda também estão previstas encontros com autoridades do Governo Brasileiro como Ministério do Desenvolvimento Rural (MDA), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF), Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), além de sessões internas de planejamento. A primeira semana foi dedicada à visita de campo pelo interior do Rio Grande do Norte. A delegação conheceu de perto como cooperativas da agricultura familiar se organizam para fornecer alimentos aos programas governamentais como PAA e PNAE.

“Purchase from Africans for Africa”

O Brasil tem ajudado os países africanos a aumentar a produtividade agrícola e o desenvolvimento rural, a fim de atingir a segurança alimentar. O Programa PAA África é uma iniciativa inovadora que expande financiamento para a compra local de alimentos na Etiópia, Níger, Malauí, Moçambique e Senegal, com o objetivo de beneficiar pequenos agricultores e pessoas mais vulneráveis. Lançado em 2012 como uma iniciativa conjunta entre o governo brasileiro, o PMA e a FAO, com apoio do DFID, o Programa se baseia na experiência acumulada pelo Brasil em seu próprio Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

PMA Centro de Excelência contra a Fome

O Programa Mundial de Alimentos em parceria com o governo brasileiro lançou o Centro de Excelência contra a Fome com o objetivo de promover políticas nacionais sustentáveis de segurança alimentar e nutricional com base nos sucessos da experiência do Brasil. O Centro serve como uma ponte para a cooperação sul-sul com foco no desenvolvimento de capacidades nas áreas de alimentação escolar, agricultura familiar, nutrição e segurança alimentar. O diálogo de políticas é feito com países do Sul interessados em desenvolver seus próprios programas.
O PMA é a maior agência humanitária do mundo lutando contra a fome em diferentes países. A cada ano, o PMA alimenta em média mais de 90 milhões de pessoas em mais de 70 países. Saiba mais sobre o Centro de Excelência contra a Fome aqui. Siga o PMA Centro de Excelência contra a Fome no Twitter e no Facebook.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Via C/Folha Cultural/FC   
  
Mãe. G. Ghiaroni*


Mãe eu volto a te ver na antiga sala
Onde uma noite te deixei sem fala
Dizendo adeus como quem vai morrer.
E me viste sumir pela neblina,
Porque a sina das mães é esta sina:
Amar, cuidar, criar, depois... perder.

Perder o filho é como achar a morte.
Perder o filho quando, grande e forte,
Já podia ampará-la e compensá-la.
Mas nesse instante uma mulher bonita,
Sorrindo, o rouba, e a velha  mãe aflita
Ainda se volta para abençoá-la.

Assim  parti, e nos abençoaste.
Fui esquecer o bem que me ensinaste,
Fui  para  o mundo me deseducar.
E tu ficaste num silencio frio,
Olhando o leito que eu deixei vazio,
Cantando uma cantiga de ninar.

 Hoje  volto coberto de  poeira
E  te encontro   quietinha na cadeira
A cadeira  pendida  sobre o peito.
Quero beijar-te a fronte, e não me atrevo
Quero acordar-te, mas não sei se devo,
Não sinto que me caiba este direito.


O direito de dar-te este desgosto,
De te mostrar nas rugas do meu rosto
Toda a miséria que me aconteceu.
E quando vires  a expressão horrível
Da minha máscara irreconhecível
Minha voz rouca murmurar: “sou eu!”.

Eu bebi nas tabernas dos cretinos,
Eu brandi o punhal dos assassinos,
Eu andei pelos braços dos canalhas.
Eu fui jogral em todas as comédias,
Eu fui vilão  em todas as tragédias,
Eu fui covarde  em todas as batalhas.


Eu te esqueci: as Mães são esquecidas.
Vivi a vida, vivi muitas vidas,
E só  agora,  quando chegou ao fim,
Traído  pela ultima esperança,
E só agora  quando a dor me alcança
Lembro quem nunca se esqueceu de mim.

 Não! Eu devo voltar ser esquecido.
Mas que foi? De repente ouço um ruído;
A cadeira rangeu; é tarde agora!
Minha mãe se levanta abrindo os braços
E, me envolvendo num milhão de abraços,
Rendendo graças, diz: “Meu filho!”, e chora.

E  chora e treme como fala e ri,
E  parece que Deus entrou aqui,
Em vez de o último dos condenados.
E o seu pranto rolando em minha face
Quase é como se o Céu me perdoasse,
Me limpasse de todos os pecados.

Mãe  nos teus braços eu me transfiro.
Lembro que fui criança, que fui puro.
Sim, eu tenho Mãe! E esta ventura é tanta
Que eu compreendo o que significa:
O filho é pobre, mas a Mãe é rica!
O filho é homem, mas a Mãe é Santa!

 Santa que eu fiz envelhecer sofrendo,
Mas que me beija como agradecendo
Toda a dor que por mim lhe foi causada.
Dos mundos onde andei nada te trouxe,
Mas tu me olhas num tão doce
Que, nada tendo, não te falta nada.

Dia das Mães! É o dia da bondade
Maior que todo o mal da Humanidade
Purificada num amor fecundo.
Por mais que o homem seja um ser mesquinho,
Enquanto a Mãe cantar junto a um bercinho
Cantará a esperança para o Mundo.

 Versos de: * Giuseppe Ghiaroni, o poeta de Paraíba do Sul /RJ - poeta e jornalista, no tempo  dele – era profissão  de quem não a tinha / Ghiaroni  nome de ressonância nacional , seus  versos passaram a ser declamados  em todo o país , outros receberam música  ( eles que só eram melodias ) e viraram sucesso nas vozes dos nossos melhores cantores.
                                                           Reprodução para FC. /WRA-15.


sexta-feira, 29 de abril de 2016

Via UNIC-Rio/COMPAZ/FC.

Pesquisador da FAPESP é nomeado conselheiro da Universidade das Nações Unidas

O diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), Carlos Henrique de Brito Cruz, foi nomeado novo membro do conselho de governança da Universidade das Nações Unidas (UNU).
Univerisdade das Nações Unidas em Tóquio. Foto: Wikimedia Commons
Universidade das Nações Unidas em Tóquio. Foto: Wikimedia Commons
O Diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), Carlos Henrique de Brito Cruz, foi nomeado novo membro do conselho de governança da Universidade das Nações Unidas (UNU).
Engenheiro eletrônico e físico, Brito Cruz também é professor da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), da qual foi reitor de 2002 a 2005. Ele é graduado em Engenharia Eletrônica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).
Brito Cruz foi nomeado para o cargo pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e pela diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, junto com outros 11 novos membros.
Eles assumirão o cargo em 3 de maio para um mandato de três a seis anos, substituindo o conselho anterior cujo mandato durou de 2010 a 2016.
As principais funções do conselho da UNU são formular os princípios e políticas da universidade, governar suas operações e considerar e aprovar seu orçamento bianual e programa de trabalho.
Os membros atuam com suas capacidades individuais (não como representantes do governo de seu país), e são selecionados com base no objetivo de atingir um equilíbrio geográfico e de gênero, considerando as mais importantes tendências acadêmicas, científicas, educacionais e culturais, assim como os campos de expertise de cada membro.
Segue abaixo a lista dos 12 novos membros nomeados para o conselho da Universidade das Nações Unidas:
  • Ernest Aryeetey (Gana), vice-reitor da Universidade de Gana;
  • Carlos Henrique de Brito Cruz (Brasil), diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e professor do Instituto de Física Gleb Wataghin da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP);
  • Simon Chesterman (Austrália), decano da Faculdade de Direito da Universidade Nacional de Cingapura;
  • Elizabeth Cousens (EUA), vice-presidente da Fundação das Nações Unidas;
  • Isabel Guerrero Pulgar (Chile), diretora da IMAGO Global Grassroots e conferencista da Universidade de Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT);
  • Angela Kane (Alemanha), representante-emérita do Centro para o Desarmamento e a Não Proliferação, de Viena, e professora do Instituto de Estudos Políticos de Paris;
  • Segenet Kelemu (Etiópia), diretor-geral e presidente do Centro Internacional de Fisiologia e Ecologia de Insetos;
  • Bassma Kodmani (Síria), diretor-executivo da Iniciativa de Reforma Árabe;
  • Radha Kumar (Índia), diretor-geral do Delhi Policy Group;
  • Irena Lipowicz (Polônia), professor da Universidade Cardinal Stefan Wyszyñski (Varsóvia);
  • Tsuneo Nishida (Japão), diretor do Instituto de Ciência e Paz da Universidade de Hiroshima e diretor da Toho Zinc;
  • Lan Xue (China), decano da Escola de Políticas Públicas e Administração da Universidade de Tsinghua e diretor do Instituto Chinês de Políticas para Ciência e Tecnologia.

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